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Cinta ergonômica não é top usado por jogador de futebol

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Avaliação médica pode indicar uso de cinta ergonômica (Foto da Vicsa Safety)

O que tem a ver o top, que parece um sutiã masculino, usado por atletas de futebol durante as partidas, com a cinta ergonômica utilizada por trabalhadores que fazem transporte manual de cargas pesadas? Praticamente nada. O top é um item do uniforme dos times, que funciona como dispositivo tecnológico para coletar dados de desempenho do atleta. No top, é colocado um GPS para avaliar e medir as distâncias percorridas pelo jogador, sua aceleração e desaceleração, e a quantidade e o tipo de impacto que ele sofre.

Já a cinta ergonômica é uma órtese para proteger o sistema locomotor do ser humano, que deve ser prescrita por médicos em casos de acidentes e doenças do sistema locomotor para promover sua recuperação. Na verdade, top e cinta são para uso de profissionais em suas respectivas áreas e são fabricados com tecnologias específicas. Agora, entro definitivamente nos aspectos que tratam o setor de saúde e segurança do trabalho, tema deste blog.

Vale a pena o uso ou não da cinta ergonômica por trabalhadores que transportam cargas pesadas? Se os distúrbios musculoesqueléticos, especialmente a dor lombar, são frequentes e resultam em afastamento do trabalho, o recurso da cinta precisa ser bem avaliado pelos profissionais na gestão de SST. Vale mesmo a pena o recurso da órtese como proteção aos danos na coluna cervical ou mesmo contra as dores lombares? Antes de tudo, é precisa deixar claro que a cinta não é um equipamento de proteção individual (EPI). Logo, o empregador não é obrigado a entregá-la ao trabalhador. A cinta funciona, basicamente, aumentando a pressão intra-abdominal, diminuindo a contração dos músculos da coluna e reduzindo a força muscular.

Mas, infelizmente, alguns estudos epidemiológicos sobre a cinta ergonômica não são conclusivos quanto à sua eficácia. Nesse caso, o mais adequado é que o trabalhador passe por avaliação médica, que indicará seu uso ou não. A real necessidade de indicação da cinta ao trabalhador deve ser avaliada individualmente e com a especificação adequada a partir de sua análise antropométrica. A gestão de SST voltada aos empregados que forçam muito a coluna cervical pode até prescindir da tecnologia da cinta como opção de medida geral, mas jamais pode deixar de oferecer treinamento sobre posturas adequadas que não os levem a sofrer com distúrbios musculoesqueléticos.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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