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Cheiro de químico não demonstra seu efetivo risco à saúde

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Forte cheiro do químico não indica excesso de risco ao ser humano (Foto Pixabay)

Um produto químico que faz parte da lista de matérias-primas de uma indústria pode, ao ser inalado, ameaçar a saúde do trabalhador, devido à sua grande toxicidade aguda? Sim, claro que pode. Por isso, é evidente que a gestão de saúde e segurança do trabalho em ambientes laborais com produtos químicos requer atenção e conhecimento técnico do setor de prevenção das empresas. Normalmente, além do cheiro forte, esse tipo de substância pode causar irritação da pele, dos olhos e do trato respiratório. Porém, não adianta achar, de forma simplista, que o cheiro desagradável do produto é sinônimo de risco maior. Inicialmente, a FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos), que é um documento e ferramenta de gestão obrigatória aos empregadores, contém os dados técnicos sobre os químicos. Às vezes, o produto exala um cheiro forte, insuportável, como se fosse altamente prejudicial. Mas, nesse caso, pode haver um aspecto curioso, que é a ‘pegadinha’ do forte cheiro do químico, relacionando-o à elevada agressividade à saúde, que não se confirma após conhecê-lo.

Pode ocorrer que um produto inodoro pode ser até mais prejudicial do que um malcheiroso. A tolerância a agentes químicos no ambiente ocupacional precisa ser gerenciada a partir de valores de referência tabelados, segundo as normas regulamentadoras. Não é somente a característica do odor da substância química que demonstra o risco à integridade física do trabalhador. Para conhecer o grau de insalubridade do químico, o cheiro é apenas um item em sua caracterização.

Na gestão de SST devem-se conhecer os limites de partes de vapor ou gás por milhão de partes de ar contaminado (ppm) para uma jornada de trabalho semanal de até 48 horas, assim como os limites de miligramas por metro cúbico de ar (mg/m³) para uma jornada de trabalho semanal de até 48 horas.

Por meio de equipamentos de detectores de gases é possível retirar uma amostragem do ar ou de suas partículas sólidas para que possam ser analisados e classificados. No caso da tabela de limiar de odor, nem sempre o patamar olfativo é maior do que o limite de tolerância exposto na tabela. O diborano, um gás tóxico, não é sentido pelo olfato humano em concentrações que ofereçam risco e, por isso, é tão perigoso. Portanto, a gestão de segurança contra os riscos das substâncias químicas deve ser embasada no grau de exposição do trabalhador e providências de prevenção, tomadas.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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