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Chef de cozinha com segurança e elegância. Por que, não?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Thiago Cachate, diretor da MT Tecidos, apresenta dolmã com tecido da empresa

Trabalhar com altas temperaturas, objetos cortantes e correr contra o tempo para dar conta de atender todos os pedidos dos clientes. E mais: escorregar, tropeçar, sofrer queimaduras e cortar dedo são os principais acidentes para quem trabalha na cozinha de um restaurante, ou seja, no setor de gastronomia. É claro que, com tanta adrenalina em cena, não é difícil nem raro acontecer acidentes no trabalho.

A chapa quente não é apenas uma expressão do meio, esta provoca diariamente milhares de incidentes, envolvendo queimaduras, cortes de mãos e choques elétricos. Porém, não há sequer estatísticas detalhadas sobre esse tipo de casos. Na prática, os dedos que são cortados em um trabalho de cozinha pelo País afora não são comunicados à previdência social. Em restaurantes, a rotina ariscada e estressante fica ainda mais tensa quando está tudo composto para a chegada dos clientes. Os alimentos estão pré-preparados, panelas fumegantes e utensílios, quando começa o movimento no salão. Daí, a atenção precisa ser redobrada para que ninguém se machuque enquanto trabalha. Nessa área, não se pode relaxar um minuto, tanto para atender bem o cliente quanto para assegurar a segurança do funcionário, durante a elaboração dos pratos.

Em meio há chamas altas não se deve ter ninguém circulando na cozinha, além da equipe. A prevenção para que ninguém se machuque é um desafio diário de quem trabalha com pressa. Mas, como fazer para trabalhar ‘correndo’ e não se queimar? Concentração é a chave da segurança do trabalho em restaurante, além dos equipamentos de proteção coletiva e dos de proteção individual.

O forno pode aquecer até 300 graus centígrados, por isso usar luvas especiais e saber a maneira certa de abrir sua porta é a receita para não se queimar. O dono do restaurante deve ter cuidado e saber comprar equipamentos que tenham uma proteção, como, por exemplo, os botões de acesso fácil. Afinal, numa cozinha, podem acontecer acidentes graves, que podem deixar sequelas para a vida toda.

O traje do profissional de cozinha é um capítulo à parte. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece o uso de uniformes, que é obrigatório em ambientes de manipulação de alimentos. Quem manipula alimentos deve usar vestimentas compatíveis à atividade, conservados e limpos. Os uniformes devem ser trocados diariamente e usados exclusivamente nas dependências do estabelecimento. Os cabelos devem estar presos e protegidos por redes, toucas ou outro acessório.

“No setor de produção de alimentos, principalmente no que diz respeito à segurança alimentar, os uniformes das áreas de produção de alimentos possuem a cor branca, para que a sujeira seja notada com facilidade e o uniforme substituído constantemente”, explica Thiago Cachate, diretor da MT Tecidos, que fabrica esse material para o setor de cozinha e gastronomia. O tipo de trama utilizada para elaboração do uniforme também é fundamental. Cachate explica que, nos locais de alta temperatura ambiente e risco de incêndio, os tecidos de algodão são mais recomendados. “Para a segurança do profissional, os sintéticos devem ser evitados para a área de produção de alimentos devido à sua alta inflamabilidade”. Já nos salões dos restaurantes, a utilização dos uniformes por parte dos garçons e atendentes tem o papel de diferenciá-los do público. “Desta forma o cliente não sente dificuldade em identificar um garçom no ambiente”, afirma. Os tipos de materiais a serem utilizados pelos garçons no salão já adotam outras funcionalidades, permitindo maior variação de tecidos e cores. Os sintéticos são úteis, principalmente por não amassarem com facilidade, além de permitirem uma grande variedade de cores. Em contrapartida, esses aquecem bastante. Tecidos em tricoline, brim e sarja proporcionam bastante conforto e visual mais sofisticado. “Para o segmento de restaurantes, cozinha e gastronomia, desenvolvemos a Gabardine, nosso carro-chefe, fabricada com fio de primeira qualidade e acabamento anti peeling, que proporciona um toque agradável e confortável às dolmãs dos chefs mais exigentes do Brasil”, conta.

5 Comentários

  1. ROBERVAL JANELI SANTOS

    Como é difícil falar de segurança em uma das profissões mais antigas do mundo.
    Nem sempre o estudo ergonômico está presente nesses locais e também lidar com instrumentos cortantes, perfurantes líquidos quentes,deve sempre se ter trabalhador trenado em 1º socorros para eventual emergência.
    Lembrar de que pode haver explosão nesses locais, é relevante uma inspeção rotineira por alguém habilitado na area de Segurança do Trabalho.
    Gostei da sua matéria.

  2. Edson Luiz

    boa noite,

    Gostaria de saber se a Anvisa e a Vigilância Sanitária diz sobre o uso de luva para grelhar alimentos em chapa?

    Sou Tst) em uma cozinha industrial e tive um incidente onde a colaboradora queimou o dedinho com projeção de líquido quente.

    Desde já agradeço,

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