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Cerest da Paraíba não brinca em serviço

Continuo com a série Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerests) do Brasil. Neste post vou escrever sobre uma equipe de 26 profissionais, que dá conta de atender 223 municípios do Estado. Segundo a enfermeira e coordenadora do Cerest Estadual da Paraíba, Celeida Barros, há também no Estado os Cerest que atendem as quatro macrorregiões, apoiando os trabalhadores de 184 cidades. Há, porém, 40 municípios onde não existe Cerest, ficando o atendimento com o Cerest Estadual, localizado em João Pessoa.

Os profissionais têm desenvolvido importantes ações de inspeções em saúde do trabalhador, juntamente com a vigilância sanitária. As visitas feitas às fábricas resultam em ajustes relativos ao ambiente laboral, que são constatados e necessários. O objetivo das inspeções é investigar os riscos e os adoecimentos dos processos produtivos dessas empresas. “Nosso papel não é punir nem fechar os locais visitados, mas sugerimos adaptações, quando constatamos o perigo de resultar em doenças para os trabalhadores”, diz Celeida. Ela explica que as visitas ajudam a desmitificar o papel da fiscalização, mas, nem por isso, a equipe deixa de anotar o que vê de errado e solicitar os ajustes. “Porém, se acharmos algo gritante, demonstrando um risco muito alto, precisamos fazer uma intervenção de imediato”, afirma. Em usinas de cana de açúcar, áreas de adoecimento grande, tanto na parte do plantio como no uso de agrotóxicos, coleta, colheita e na produção do açúcar, o Cerest mantém parcerias com oito usinas. Nestas são realizadas visitas periódicas para identificar possíveis falhas, além de sugerir melhorias no processo produtivo. “Em conjunto com a Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, já conseguimos modificações bastante relevantes nas usinas de açúcar da região”, conta.

No Cerest, os profissionais desenvolvem também atividades voltadas aos motoristas de cargas, erradicação do trabalho infantil e com as pessoas que participam do Projeto Pró-Catador, que trabalham com materiais recicláveis. “Também fazemos treinamentos para capacitar o pessoal da rede do Sistema Único de Saúde (SUS), de forma que eles possam identificar em seu atendimento o adoecimento do trabalhador e, com isso, gerar notificação. Só conheceremos nossa realidade de doenças e acidentes de trabalho por meio da notificação que nos permite identificar qual é a categoria mais atingida”, explica.

Celeida considera que a redução de acidentes e doenças do trabalho deve ser resultado de conscientização dos empregadores, para que o pacto pelo desenvolvimento do País, com o aquecimento da construção civil, não se transforme num aumento de casos de acidentes do trabalho. “O trabalhador precisa ser treinado para a função que vai exercer, conhecendo os riscos aos quais está exposto. Muitos deles sujeitam-se às atividades sem proteção, pois precisam manter seus empregos, por isso é crucial a responsabilidade de quem emprega essas pessoas”, diz.

Durante as festividades pelo dia mundial contra os acidentes do trabalho, o Cerest promoveu diversas atividades voltadas aos trabalhadores. No Ponto de Cem Réis, no Centro de João Pessoa, foi armada uma tenda com vários serviços, como retirada de documentos, vacinações, corte de cabelo e orientações diversas.

Por Emily Sobral

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