• Extingue
    Extingue
  • Portal PatiSeg
    Portal PatiSeg

Causas ocupacionais da tendinite do supraespinhoso

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

O supraespinhoso é o músculo que compõe o grupo de quatro músculos que formam o manguito rotador, responsável pela rotação do ombro (Foto Pixabay)

Quando o assunto é doença osteomuscular relacionada ao trabalho, devem-se analisar três riscos. Primeiramente, a sobrecarga ocupacional pela ocorrência de movimentos repetitivos, pela aplicação de força e pela postura estática. Quando há um ou todos esses riscos juntos, além da falta de tempo de recuperação, ou seja, a ausência de pausas, há a possibilidade real de lesões osteomusculares em trabalhadores.

Assim, hoje abordo especificamente os riscos para o ombro, que podem resultar na tendinite do ‘supraespinhoso’. Como se define a postura estática em um ambiente de trabalho? Quando se fala em postura estática, vai depender do ângulo do braço para sofrer com o risco. Na análise da postura, verifica-se qual o ângulo de abdução (elevação lateral) e de flexão de ombro, e quanto tempo fica-se com ele parado. A repetitividade do movimento é uma coisa, e a postura estática, outra.

Segundo a ISO 11226, deve-se conhecer qual ângulo provoca o risco e por quanto tempo. Quando há flexão do ombro até 20 graus é aceitável, o que significa que não há perigo. Já a flexão ou abdução maior do que 60 graus em postura estática já significa um risco ocupacional. Ao seguir a norma ISO, é possível determinar se há postura estática para o ombro. Além do risco estático para ombro, há a repetitividade, que é quantos movimentos são feitos por minuto. A ISO 11228, na parte três, define como se caracteriza o risco de repetitividade.

Quando há flexão ou abdução do braço até o nível do ombro, em torno de 80 graus, não se pode fazer esse movimento mais do que 10% do tempo do ciclo do trabalho. Quando ele fica num grau menor, pode-se ficar até 1/3 do tempo do ciclo de trabalho. Esse ciclo é quanto tempo demora-se para fazer determinada atividade.

Para fazer um diagnóstico para a prevenção contra a tendinite do supraespinhoso, o médico do trabalho precisará ir ao ambiente laboral para fazer a vistoria e registrar com fotos para efetivamente identificar esse risco. No caso do risco de força para ombro, há tabelas que mostram o grau de força que pode ocasionar uma lesão osteomuscular.

E quanto ao risco do computador? Não há nenhuma evidência de que o trabalho com o computador ou a digitação em condições ergonômicas adequadas leve a patologias no ombro, pois nessa atividade não há postura estática, não há repetitividade e não há emprego de força.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

Deixe uma resposta



This blog is kept spam free by WP-SpamFree.