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Catador de material reciclável precisa de cuidados

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Foto: divulgação

Desde 2010, o Brasil conta com uma lei que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O objetivo da legislação é fazer com que os municípios mantenham programas de coleta seletiva de resíduos. Além de estimular o fechamento dos lixões a céu aberto das cidades, a Política buscou incluir a empregabilidade dos catadores, que devem atuar com a reciclagem dos materiais a partir de sua efetivação técnica e econômica.

Há mais de 700 organizações de catadores no País, que receberam apoio com medidas práticas para adequar e ampliar sua capacidade produtiva. Mas, não importa apenas a coleta, o mais relevante ao setor de saúde e segurança do trabalho é a prevenção desses trabalhadores, que não contam com o regime de trabalho pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), mas em cooperativas.

Em função desse contexto, a Fundacentro está divulgando o livro “Saneamento ambiental e saúde do catador de material reciclável”, lançado no final do ano passado, que traz o artigo “Riscos à saúde do catador de materiais recicláveis, medidas preventivas e assistência à saúde”, que tem a coautoria da bióloga e tecnologista da Fundacentro, Elizabeti Muto. O capítulo foi escrito com a médica e consultora Ana Maria Moreira, a coordenadora adjunta da Câmara Técnica de Resíduos Sólidos da Abes-SP, Delaine Romano, e a médica do trabalho da Sabesp, Telma Nery. Já a coordenação da obra é de Roseane de Souza, engenheira sanitária e diretora da Abes-SP. Os autores dizem que “Independentemente da função, o risco à saúde durante a manipulação de resíduos é muito acentuado, principalmente nos países em desenvolvimento, nos quais o contato entre o trabalhador e os resíduos é maior e o nível de proteção, menor”. Os catadores estão expostos a riscos biológicos, químicos, físicos, ergonômicos e de acidentes. Assim, medidas de proteção devem ser adotadas.

Os coordenadores das cooperativas devem oferecer informação e treinamento, para que os catadores fiquem atentos às situações de riscos e acidentes no local de trabalho. O artigo também ressalta a importância da implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (Norma Regulamentadora 7), do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9) e de outros programas relacionados à SST, com a participação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – Cipa (NR 5).

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

2 Comentários

  1. Fran Lopes

    Emily, a situação mais triste é que esses catadores vivem sem os direitos trabalhistas. As cooperativas funcionam na medida do possível. Quanto à segurança, vai depender da gestão da cooperativa.

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