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Brasil sem incêndios. Um dia isso será possível?

Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Depois do incêndio no centro de treinamento do Flamengo não adianta deixar a bandeira do clube a meio mastro (Foto Agência Brasil)

Vou ‘chover no molhado’ para falar do Brasil, ainda que este post aborde incêndios, fogo e suas causas. O País não tem cultura de prevenção porque o brasileiro não aprende a prevenir-se nem depois de roubado. É o tal do jeitinho que se traduz nas gambiarras tão prejudiciais à segurança das pessoas e das edificações.

Para analisar o incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Clube de Regatas Flamengo, no Rio de Janeiro, quando 10 jovens atletas da equipe de base morreram, enquanto dormiam, é preciso ir direto ao ponto. As tragédias acontecem porque o cumprimento das normas é precário. Após o incêndio, o clube do Flamengo informou que estava tomando as providências para regularizar o laudo de aprovação AVCB do Corpo de Bombeiros. Oi? Antecipar-se aos problemas não faz parte do perfil das pessoas nem das empresas. Falta consciência para reconhecer os riscos e instalar as medidas protetivas. Não é carência de legislação, porque a brasileira é comparável com as dos países desenvolvidos, determinadas pelas leis estaduais e municipais. As brigadas de incêndios, grupo de pessoas dos edifícios que devem ser treinadas para atuar na prevenção, abandono e combate a principio de incêndio e prestar os primeiros socorros, resumem-se em certificados dos cursos realizados pendurados na parede. Quando, na verdade, o trabalho efetivo das brigadas vai mais além, como a responsabilidade de fiscalizar equipamentos e evitar situações irregulares que possam ser a fonte de ignição a desencadear a tragédia.

Nas primeiras perícias realizadas no alojamento dos jovens atletas já foi constatado que a fonte de ignição do fogo partiu de curto-circuito de um dos aparelhos de ar-condicionado. Hipóteses dos peritos mostram que os equipamentos estavam ligados em série e, provavelmente, sem um disjuntor para cada unidade que desligasse quando houvesse sobrecarga. Quer dizer, os brigadistas precisam ter mais conhecimento e proatividade para intervir ou mesmo impedir as gambiarras. Também está sendo avaliado o tipo de material que revestiu o contêiner, que funcionava como alojamento. A espuma que fica entre as chapas de aço da estrutura pode ter sido o motivo de as chamas terem se propagado tão rapidamente, impedindo que os garotos pudessem fugir das chamas.

Esse caso mostra que não é Deus quem manda um desastre natural, mas porque velhos e irresponsáveis brasileiros não sabem o que é prevenção contra incêndios.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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