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Boa iluminação no trabalho previne acidentes. Fui clara?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Durante o expediente de trabalho, há uma hora em que as pessoas sentem um esgotamento físico e mental, independentemente da área em que se labora. Em atividades exercidas dentro de escritórios, em especial, uma parte desse cansaço está relacionada ao excesso que os olhos sofrem. A questão básica é que o ser humano foi “programado” para trabalhar com a luz natural, ou seja, a solar. Mas a grande maioria das edificações que abrigam as empresas utiliza a iluminação artificial. Segundo a Norma Regulamentado (NR) 17, “em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade e a iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa”. Ainda hoje a questão da luz no trabalho não é considerada como uma prioridade. Não é comum os empregadores pensarem sobre a questão ou delegarem os projetos de iluminação aos especialistas, para que projetem os postos de trabalho, aproveitando o máximo possível da luz natural. É difícil convencer o empresário que a iluminação inadequada possa prejudicar a saúde física e psicológica do trabalhador. Por isso vou utilizar este espaço para alertar sobre os riscos aos quais estão sujeitos os trabalhadores que exercem suas atividades com iluminação sofrível, sob o ponto de vista de claridade. Já que enxergar é um dos sentidos imprescindíveis ao homem, uma má iluminação pode reforçar sua exposição a outros riscos. Explico: o que não se consegue ver leva alguém a colidir ou a bater. Se um trabalhador não enxerga direito, ele pode ficar vulnerável aos acidentes, em especial num ambiente industrial onde há máquinas. Numa indústria gráfica, por exemplo, com a presença de rotativas, o empregado estará sujeito a sofrer o efeito ‘estroboscópico’. Esse fenômeno dá a falsa sensação de que uma máquina está parada, quando não está. Isso porque, com a inadequada iluminação, a frequência da luminosidade iguala-se a de uma máquina rotativa no mesmo ambiente. Com isso, a visão humana não consegue captar se o equipamento está ou não em movimento. A influência da má iluminação na saúde do trabalhador será sempre nociva. Os níveis de iluminação não podem ser muito altos nem muito baixos. A direção da luz e da sombra não deve causar ofuscamento, assim como a intensidade luminosa deve ser bem distribuída. A cor da luz precisa ser compatível com o tipo de função e, finalmente, as lâmpadas sem fluxo luminoso constante, sujeira dos difusores ou refletores, e janelas sujas, impedindo a luminosidade natural, fazem mal à saúde do trabalhador. A boa iluminação para locais de trabalho vai além de fornecer uma boa visualização da tarefa. Elas devem ser executadas com claridade suficiente e com conforto visual.

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