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Barragens da Vale são interditadas. Precisamos divulgá-las

 

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Homenagem às Corporações dos Corpos de Bombeiros que atuaram no resgate das vítimas do rompimento da Barragem de Brumadinho (Foto: Agência Brasil)

Será que o dito popular “depois da casa arrombada é que se coloca cadeado na porta” vai se aplicar à segurança das mineradoras da Vale?

Pelo menos é o que demonstra o cerco da Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais (SRT-MG), com a recente decisão de não permitir que nenhum funcionário da Vale e de empresas terceirizadas entre em nove barragens da mineradora em Minas Gerais.

Após fiscalização, auditores constataram “grave e iminente risco para os trabalhadores”. O Ministério Público do Trabalho (MPT), em Belo Horizonte, entregou laudo técnico e o termo de interdição a representantes da Vale no início do mês.

Estudo da Secretaria Regional do Trabalho mostra que no setor de mineração, para cada grupo de 100 mil empregados, a taxa de mortalidade é de 14,79 óbitos, enquanto a taxa geral no Brasil é 5,57 mortes. Obviamente o setor precisa de mais controle, fiscalização e punições.

A Vale é uma empresa gigante, com enorme capacidade financeira internacional, mas precisa apresentar um plano para que as barragens não coloquem em risco a saúde e a segurança dos funcionários. O número de mortes em Brumadinho é o resultado de uma gestão de segurança que falhou feio, não é mesmo?

Dessa forma, o blog vê necessário divulgar quais são as barragens interditadas pela Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais: Forquilha I do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto, Forquilha II do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto, Forquilha III do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto, Marés II do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto, Maravilhas II do Complexo de Vargem Grande, em Nova Lima, Grupo do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto, Vargem Grande do Complexo de Vargem Grande, em Nova Lima, B3/B4 da Mina de Mar Azul, em Nova Lima e Sul Superior da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais.

Uma reunião com representantes da mineradora ocorreu na semana passada.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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