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Baiano também tem transtorno mental com nexo do trabalho

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Baiano gosta de acarajé, mas isso não o livra do transtorno mental com nexo no trabalho (Foto: Pixabay)

Aquela narrativa de que baiano fica na rede o ano inteiro, comendo acarajé, e levanta só para pular Carnaval é muita maldade, não é? Apesar do desemprego lamentável por que passa o País, a verdade, sem deboche, é que os baianos são trabalhadores. E, mais, os empregados da Bahia vêm sofrendo com um problema que decorre da exigência das empresas por alta competitividade, chamado estresse. Na Bahia, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), em 2015, foram registrados 68 casos de transtornos mentais relacionados ou causados pelo trabalho.

Apesar de difícil diagnóstico, o estresse com nexo do trabalho é uma realidade captada pelo Centro de Estudos de Saúde do Trabalhador (Cesat), ligado à Secretaria Estadual de Saúde do Estado da Bahia. Entre as categorias mais afetadas, estão as dos bancários, comerciários, teleatendentes, industriários das áreas petrolíferas, químicas e petroquímicas, além do setor de telecomunicações, inclusive jornalistas. Em geral, o estresse ocupacional é resultado do desequilíbrio entre as demandas do trabalho e a possibilidade de cumpri-las, manifestando-se de forma mais acentuada nesses grupos profissionais.

O Cesat desenvolve ações de vigilância, promovendo a saúde física e mental dos trabalhadores no estado. A depressão e o risco de suicídio são algumas das questões de saúde mental diagnosticadas com vinculações ao trabalho.

Segundo a médica do trabalho, Suerda Fortaleza, o estresse com nexo ocupacional ocorre em funções que exigem muito, e sob cargas horárias excessivas, ainda que não sejam as principais causas do adoecimento psíquico. Com base no atendimento do Cesat, “os relacionamentos no ambiente de trabalho mostram-se como principais geradores”, diz Fortaleza.

Segundo ela, em média, são atendidos três a quatro casos por semana, limitados numa demanda reprimida que aguarda em fila pela consulta. Os registros, sob notificação compulsória, são feitos pelo INSS, para trabalhadores celetistas, e pelo SINAN, que é vinculado ao Ministério da Saúde, para todos os cidadãos. Pelos registros, os transtornos mentais prejudicam de maneira similar homens e mulheres. A ocorrência por gênero é maior, de acordo com os ramos de atividade, como nos casos de motoristas de ônibus, vítimas de assalto, com estresse pós traumáticos. A faixa etária dos adoecimentos por estresse está entre 40 e 49 anos. Outro fator que tem levado os baianos a serem vítimas dos transtornos mentais é o assédio moral de superiores ou clientes. Com isso, faço minha recomendação: vão deitar numa rede que é mais saudável. #prontotireisaro.

 

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