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Atmosferas explosivas: 2017 foi um ano positivo, mas 2018 pode ser melhor

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

2018: menos explosões em áreas classificadas (Foto Pixabay)

Sabemos que mesmo existindo regras de proteção dos trabalhadores contra os riscos de exposição a atmosferas explosivas, há ainda no País empresas que não contam com uma agenda voltada à prevenção. Tanto isso é verdade que, durante 2017, algumas tragédias ocorreram em indústrias que manipulam e processam substâncias combustíveis como gás, vapor ou poeira. Essas substâncias em contato com o ar colocam as empresas vulneráveis às explosões se houver uma fonte de ignição, como faísca de um circuito elétrico.

Apesar dos danos humanos causados pelos acidentes em áreas classificados com risco de explosões, o ano não foi de todo ruim. Ao contrário, os profissionais envolvidos com a prevenção e proteção em ambientes explosivos ofereceram boa parte de seu tempo para aperfeiçoar normas e divulgar as ações contra as tragédias. Em 2017, tanto no Brasil como em outros países, foram realizados eventos para o setor de equipamentos e instalações elétricas e mecânicas em áreas classificadas, sob o ponto de vista de segurança do chamado ‘ciclo total de vida em instalações industriais “Ex”, ou seja, que contêm atmosferas explosivas de gases inflamáveis ou de poeiras combustíveis.

Empresas e especialistas reuniram-se ao longo do ano para atualizar normas técnicas internacionais e brasileiras e emitir certificados de conformidade IECEx (Sistema Internacional de Certificação) para equipamentos por organismo de certificação brasileiro. Também foi realizado o primeiro encontro anual sobre atmosferas explosivas do subcomitê IECEx Brasil do Cobei (Comitê Brasileiro de Eletricidade), assim como a emissão de novos certificados IECEx sobre competências pessoais para profissionais brasileiros. Além disso, ocorreram treinamentos teóricos e práticos sobre atmosferas explosivas, relacionados com as unidades de certificação de competências pessoais Ex do IECEx.

Outro ponto alto no setor foi a realização do 3º Encontro Anual sobre Certificação de Competências Pessoais em Atmosferas Explosivas, pela Abendi (Associação Brasileira de Ensaios não Destrutivos e Inspeção). “Embora a conscientização sobre os riscos de explosão ainda precise manter-se na ordem do dia das indústrias, não podemos desprezar o empenho que todos nós, que atuamos no setor tivemos, em 2017, para melhorar a segurança das instalações Ex. Se empresas e profissionais estiverem unidos para elevar os níveis de segurança das instalações brasileiras contendo atmosferas explosivas, teremos, em breve, menos acidentes com vítimas e mais estabelecimentos industriais produzindo bens e riquezas”, espera Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos.

 

Um Comentário

  1. Romulo Peres

    É bom saber que aos poucos os empresários brasileiros vào tomando consciência quanto a necessidade de prevenir explosões em atmosferas explosivas. Espero que 2018 seja um ano 100% sem sinistros.

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