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Ativista contra o amianto aprova a alteração de lei do Estado de São Paulo

 

Por Emily Sobral

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Fernanda Giannasi, na incansável luta contra o amianto

Há causas humanitárias que emocionam. O trabalho dos Médicos Sem Fronteiras, por exemplo, é espetacular. Essa organização internacional, comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam sem discriminação de raça, religião ou convicções políticas, é feita por médicos que não buscam status nem dinheiro. Eles fazem da sua profissão um meio de ajuda humanitária. Guardadas as devidas proporções, a dedicação voluntária da engenheira de segurança do trabalho Fernanda Giannasi, ex-fiscal do trabalho, em favor do banimento do amianto ou asbesto do País, tem um quê de idealismo. É claro que ela, por ter visto em sua trajetória profissional as doenças ocupacionais provocadas pelo uso do amianto, tem conhecimento prático para levantar essa bandeira. Porém, depois de aposentada, continuar lutando e dando “expediente” para que um ambiente de trabalho menos agressivo e arriscado aos profissionais seja possível, tem seu mérito.

Cada pequena vitória no caminho da proteção ao trabalhador e do meio ambiente contra o amianto tem sempre a manifestação de apoio de Giannasi.  Com a recente alteração na lei que proíbe o uso de amianto no Estado de São Paulo, que agora prevê descarte responsável do material, Giannasi dá seu depoimento: “É importante o item ora incluído na lei que proíbe o amianto no estado de São Paulo, pois cria a responsabilização pelo descarte seguro e ambientalmente correto dos rejeitos, contendo amianto, em aterro classe I para lixo industrial perigoso, por parte do gerador, isto é, produtores e comerciantes de materiais de construção em consonância com o princípio do poluidor-pagador. Queremos ampliar ainda mais o efeito dessa lei, com a introdução da logística reversa prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obrigará os produtores a receberem esses rejeitos em locais predefinidos e a destinarem-nos de maneira adequada e sustentável ambientalmente. O cerco está se fechando em torno dos produtores de artefatos contendo o perigoso e cancerígeno amianto. É extremamente importante o debate em nível nacional sobre os resíduos ou rejeitos do amianto por serem de difícil e custosa destinação final. Por isto, é fundamental e urgente a sua proibição. Esperamos que essa iniciativa de São Paulo possa ser reproduzida nos outros estados da federação, num efeito dominó, pondo definitivamente um fim nesta catástrofe ecossanitária do planeta”, assevera Giannasi.

Um Comentário

  1. Susana Hidas

    Assunto muito importante! Parabéns a Fernanda Giannnasi pela dedicação à causa e a Emily Sobral pela divulgação de trabalhos tão relevantes em defesa da saúde do trabalhador.

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