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As explosões e incêndios nas fábricas de móveis têm sido frequentes. Por que isso vem acontecendo?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Incêndio após explosão (Foto Divulgação)

Hoje, abrirei este post citando as notícias que quase nenhum veículo de comunicação publica, mas que tem tudo a ver com este blog: Em fevereiro deste ano, um incêndio atingiu parcialmente a fábrica Av Móveis, no bairro Mato Queimado em Gramado (RS). O espaço atingido era de alvenaria e armazenava serragens utilizadas na fabricação de móveis. Também em fevereiro, um incêndio causou explosão e destruiu a fábrica de móveis em Mato Grosso. Segundo os proprietários, o incêndio começou após curto-circuito no local. Outro sinistro, numa empresa que fabricava portas, janelas e móveis de madeira, destruiu as instalações em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá. Segundo o Corpo de Bombeiros, os proprietários disseram que houve um curto-circuito no local, o que provocou o incêndio e explosões.

Já em março deste ano, um incêndio consumiu a fábrica de móveis em Sul Brasil, destruindo praticamente toda a Indústria de Móveis Meneghetti. Também em março, em São Paulo, ocorreu um incêndio de grandes proporções, atingindo o galpão de móveis na zona norte, da loja Móveis Marino. No primeiro momento, quando os bombeiros chegaram, não se sabia o que teria iniciado o incêndio.

Pois bem, agora chego ao ponto sobre áreas classificadas, que são todos os locais sujeitos à probabilidade da existência ou formação de uma atmosfera explosiva. A indústria moveleira apresenta alto potencial de risco de incêndios e explosões, pois o trabalho nessas instalações produz uma enorme nuvem de poeira de madeira, que, em condições e concentrações propícias, pode levar a uma explosão. A poeira depositada da madeira ao longo do tempo, quando colocada em suspensão e na presença de uma fonte de ignição, poderá explodir. Infelizmente, dado aos inúmeros sinistros que acontecem no setor moveleiro, há pouca conscientização dos responsáveis sobre a necessidade de promover uma gestão ambiental preventiva. Para diminuir o risco de explosão nas fábricas de móveis devem-se tomar medidas que incluem a limpeza do local, o controle das fontes de ignição, manutenção periódica das máquinas, instalação de sistema de aterramento, para conter a eletricidade estática e cuidados com ventiladores e peças que façam faíscas.

“Sabemos que são vários os setores onde há espaços sujeitos a condição explosiva. Assim como nos silos de grãos, a formação de poeira é frequente também nas indústrias de móveis por causa do pó de madeira. Portanto, aos responsáveis pelas indústrias moveleiras, cabe conhecer os riscos por meio de uma análise técnica, para poder controlá-los ou eliminá-los totalmente, instalando equipamentos de proteção”, afirma Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos,

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