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Áreas classificadas: três em um

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Bombeiros em ação (Foto Pixabay)

Para quem lê este blog pela primeira vez, vale uma explicação: abarco três categorias, saúde e segurança do trabalho, segurança e proteção contra incêndio e áreas classificadas.

Minha lida diária é escrever sobre esses três temas com o propósito de informar e conscientizar, pois como diz o dito popular, é sempre melhor prevenir do que remediar. Mas quero explicar que, quanto ao assunto ‘áreas classificadas’, tenho mantido um método britânico de abordá-lo. Tanto que alguns internautas perguntam por que escrevo semanalmente, sempre batendo na tecla dos acidentes explosivos em indústrias. Ora, porque os acidentes ocorridos por causa das atmosferas explosivas relacionam-se com os sinistros que podem ferir ou matar trabalhadores e também geram incêndios.

Quer dizer, quando escrevo sobre áreas classificadas, estou lidando com o – chamado ‘três em um’, justamente das áreas englobadas neste site.  Ou seja, ao escrever sobre áreas classificadas abordo simultaneamente os riscos de acidentes do trabalho, de incêndios e tragédias explosivas de grandes proporções. Além disso, quando se fala em área classificada é preciso explicar sobre as atmosferas explosivas. Em uma planta industrial, seja de qualquer setor econômico, há zonas ‘classificadas’ que indicam a quantidade de mistura explosiva existentes dentro das instalações produtivas. Assim, para que ocorra uma explosão é necessária a combinação de três elementos: a fonte de ignição (faíscas elétricas ou efeito térmico ou temperaturas muito elevadas), comburente (oxigênio do ar, presente em toda parte) e a substância inflamável ou combustível (gás, vapor, poeira combustível e fibra combustível).

Portanto, para que não haja acidentes em áreas classificadas existem normas técnicas, profissionais especializados no campo da engenharia e produtos específicos que devem ser instalados nesses ambientes potencialmente explosivos. Inexplicavelmente, ainda hoje há no País muitos gestores industriais que simplesmente desconhecem os riscos ou não se impostam com eles. Daí, não me incomoda em dar uma sobreexposição ao tema. Quer saber, até por distração, é possível que alguém não se aperceba que o gás que vazou e tomou conta do ambiente é uma substância inflamável quando em contato com o oxigênio. Então, com esses dois elementos presentes no ambiente, se o interruptor de uma lâmpada gerar uma pequenina faísca, vai reagir com os outros dois elementos, e causará a explosão.

Quando isto acontece dentro de um processo industrial fechado, o rápido aumento de pressão irá exercer forças destrutivas em poucos milissegundos, que colocarão tanto trabalhadores como instalações em risco. A explosão, que é a propagação de uma zona de combustão, poderá gerar o incêndio e, assim, vidas, empresas e empregos serão destruídos.

E o que é necessário para prevenir e proteger de uma explosão em indústrias? “É preciso, primeiramente, que se instale um conjunto de medidas técnicas para gerenciar com segurança o risco de um processo de deflagração. Em segundo lugar, a tecnologia aplicada no gerenciamento de deflagração pode ser dividida em passiva e ativa. Mas, tudo isso, evidentemente, deve ser precedido por uma análise de risco conduzida por profissionais habilitados”, explica Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos.

Querem saber? Na próxima semana publicarei outro post sobre áreas classificadas. Podem apostar!

 

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