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Áreas classificadas: prevenção para evitar tragédias com perdas de trabalhadores

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Nem toda explosão é um ato terrorista (Foto Pixabay)

Deixar trabalhadores à mercê dos riscos de explosão em indústrias com áreas classificadas não é correto. Escrevo todas as semanas sobre o tema, mas para quem ainda não sabe, explico: área classificada é uma área na qual uma atmosfera explosiva de gás, poeira ou vapor está presente no ambiente em função de processos industriais, sendo provável a ocorrência de uma irrupção trágica, seguida de incêndio. Uma explosão resulta da ignição de um material combustível quando misturado ao oxigênio no ar. O risco de manipulação de produtos inflamáveis ou combustíveis exige estudos de classificação de áreas, que são voltados aos inúmeros processos industriais. Para a definição das áreas classificadas deve-se, incialmente, identificar as fontes de risco, para poder determinar seu grau de liberação. Hoje, não é por falta de regulamentação ou norma que as empresas não se previnem. Já há um arcabouço normativo nacional e internacional para orientar os profissionais envolvidos com as atmosferas explosivas. O que falta ainda é uma genuína conscientização dos gestores, para que os investimentos em medidas de proteção sejam feitos antes que a tragédia aconteça.

Sim, o tema é técnico e requer especialistas capacitados a mapear as zonas de risco dentro das indústrias. No caso de explosão de pó, especialmente no agronegócio, em que existem materiais orgânicos como grãos, devem-se conhecer os aspectos específicos acerca de quais pós podem explodir e em que medida podem atingir um ponto que constitui um perigo. Quando se encontram em forma de pó fino, muitas outras substâncias, como madeira e carvão também oferecem perigo. Mas, quanto menor a partícula de pó, maior o risco. Ao conhecer o comportamento dos produtos e suas interações é possível dimensionar os dispositivos de proteção de equipamentos e instalações. Tão importante é não amplificar os investimentos e gastos com meios de proteção em razão do desconhecimento das consequências dos eventos nos ambientes industriais.

Devido às graves consequências de um inesperado acidente, as etapas relacionadas à instalação de aparelhos elétricos, eletrônicos e instrumentação em ambientes com atmosferas explosivas precisam ser acompanhadas por uma gestão de risco e profissional habilitado. Por exemplo, as condições especiais dos equipamentos elétricos requerem especificações adequadas para o ambiente em que será instalado. A tecnologia de detecção e extinção de faíscas, contra o risco de fator ignição, deve ser empregada sob a supervisão de um responsável técnico. “Os riscos inerentes das áreas classificadas precisam ser tratados com responsabilidade por profissionais preparados que implantem as estratégias necessárias a minimizar ou eliminar os riscos dos ambientes industriais”, afirma Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, fabricante de produtos com tecnologia contra atmosferas explosivas.

6 Comentários

  1. Fernando Resende

    Carlos, também há o problema da falta de especialistas no segmento de atmosferas explosivas. Há gente se metendo onde não sabe. O risco fica ainda maior.

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