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Ar comprimido: riscos e cuidados antes que a facilidade se transforme em tragédia

Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Os olhos podem ser atingidos em acidente com ar comprimido (Foto Pixabay)

Festa de criança sem balões coloridos não tem a menor graça. Se bem que, atualmente, com a pandemia do Covid-19, nem festas de aniversários são possíveis de acontecer. Mas, afinal, o que isso tem a ver com SST? Cito os balões para evocar o ar comprimido, que está presente nos balões, no enchimento dos pneus de bicicleta, mas, principalmente, na indústria.

Primeiramente, vamos definir o ar comprimido: é o ar que é submetido a uma pressão superior à atmosférica e armazenado em galões, botijões ou cilindros, para ser aplicado em determinada finalidade. No setor fabril, sua utilização é basicamente como energia para a realização de trabalhos mecânicos, como nos sistemas pneumáticos, na limpeza de peças sob pressão e no transporte e resfriamento de componentes da produção.

Chego à questão da prevenção, pois o uso do ar comprimido em sites fabris já resultou em graves acidentes ocupacionais, desencadeados por falhas do equipamento e erros humanos. Manusear os recipientes do ar requer muita cautela e cuidado. Portanto, o treinamento é peça fundamental para evitar os infortúnios laborais, já que conhecer a forma de manuseio do material e os riscos, para administrar as operações com segurança é essencial. Tomar conhecimento dos requisitos da NBR 6493/1994, norma brasileira que dispõe do equipamento, principalmente sobre a cor da tubulação de ar comprimido, conhecendo os tubos industriais, da saída do compressor até a máquina, fazem parte do treinamento.

Nas operações com ar comprimido, há dicas imprescindíveis, como certificar-se de que todas as conexões estão presas antes de abrir uma válvula pressurizada; nunca abrir um registro de serviço abruptamente, mas sempre lentamente; manter o ar comprimido longe de olhos, ouvidos, nariz e boca; e ficar atento às impurezas presentes no material, como cádmio, ferro, mercúrio, óleos e graxas. Todas as precauções com os recipientes do ar comprimido são necessárias para evitar riscos para a pele, pois um jato desses pode ferir gravemente o trabalhador, causando um enfisema subcutâneo, e até atingir órgãos internos e externos, como ouvido, com rompimento do tímpano, e olhos. É possível também ocorrer fissura da mangueira provocando incêndio, se houver substâncias inflamáveis no local, devido à eletricidade estática.

CLIQUE NO PLAY DO THUMBNAIL ABAIXO E OUÇA O PROGRAMA “DIRETO À POLÊMICA”, COM CÉLIA WADA, QUE EXPLICA COMO SE DEVE FAZER O RETORNO SEGURO AO TRABALHO, APÓS A QUARENTENA DO PAÍS. 

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.</a

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