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App criado por jovens estudantes em segurança no trabalho mostra que o setor pode ser pop

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Felipe e Victor ajudam o setor de SST com app (Foto divulgação)

Estou há 10 anos cobrindo SST (saúde e segurança do trabalho), com o objetivo de elevar o tema no ranking dos interesses nacionais. Mas, que nada! O que tem emplacado como assuntos de relevâncias são empoderamento feminino (credo), realidade aumentada, que mistura o real e o virtual, em que os objetos são recriados virtualmente e proporcionam uma nova experiência, ou a inteligência artificial, com os robôs que substituirão os humanos. Será? Além de séries, streaming e fazer parte da discussão.

Agora, segurança do trabalho está naquele campo técnico que não atrai a atenção dos jovens nem da escola. Calma, também não é bem assim. Soube de uma experiência envolvendo dois jovens da periferia de São Paulo, que não poderia deixar de divulgar neste blog. Tratam-se de Felipe Pereira dos Santos, de 18 anos, e Victor Hugo da Silva Ferreira, de 19, alunos do Ensino Técnico Integrado ao Médio em Segurança do Trabalho, que desenvolveram uma ferramenta para facilitar o trabalho de quem quer tornar o ambiente laboral mais seguro. Eles desenvolveram um programa que promete desburocratizar procedimentos de segurança dentro de empresas, ajudando especialmente quem tem micro e pequenos negócios e ainda precisa se ajustar ao portal eSocial, sistema do Governo Federal para anotação e fiscalização de normas trabalhistas e previdenciárias no Brasil, que está em implantação. O app trará um diagnóstico sobre a regularização da empresa às normas vigentes e orientará sobre os passos necessários para essa adequação. A análise será possível a partir de um check list, gerando uma pontuação.

Os ex-alunos já começaram a atender os primeiros clientes em preços promocionais de lançamento. “Faremos essa documentação para as empresas em uma plataforma parcialmente digital e estamos elaborando ferramentas para avaliação de risco e análises qualitativa e quantitativa”, conta Felipe. Recém-formados na Escola Técnica Estadual (Etec) Prof.ª Dr.ª Doroti Kiomi Kanashiro Toyohara, em Pirituba, zona norte da Capital paulista, eles receberão gradativamente um investimento de R$ 32 mil para aprimorar o Py.Tech, por meio do programa Vai Tec, da Prefeitura de São Paulo.

Espero que esses garotos sejam um verdadeiro sucesso no mercado. O setor agradece a visibilidade que eles estão trazendo ao País.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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