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‘Anjinhos’ podem prejudicar a saúde auditiva dos professores de educação infantil

Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

A professora Rosângela Valladares e suas alunas comemorando o dia da Consciência Negra (Foto do arquivo da professora)
Os pequenos fazem barulho. Que nada, é só impressão (Foto do arquivo da professora Rosângela Valladares)

Meu Deus do céu e também da terra, como diz Sérvio Vaz, será que o barulho de crianças de educação infantil pode ser tão prejudicial aos professores, causando-lhes  danos à saúde? Podem seres entre um e quadro anos de idades serem tão malvados? Bem, desenvolver a surdez induzida por níveis de pressão sonora elevados, isso as crianças conseguem, sim, pois são muito barulhentas na sala de aula.

Ao analisarmos os riscos aos quais estão expostos os professores de cursos de educação infantil, a surdez é um exemplo. Na Suécia, um estudo recente da Academy at University of Gothenburg mostrou que sete em cada dez professores da educação infantil já têm dificuldades de audição. Foram 4.718 professores pesquisados, resultando que 71% tinham fadiga auditiva pelos ruídos induzidos e 46% dificuldade de compreensão de fala.

Diariamente convivendo com os gritos estridentes, choros e cenário de bagunça com carteiras sendo arrastadas de um lado para o outro, o barulho é um agente de risco aos docentes desses pequenos. A agitação relativa à faixa etária desses alunos vem acompanhada de zoada com volume alto. A pesquisa sueca revelou ainda que as professoras dos primeiros anos da educação formal sofrem com sintomas de surdez precoce, quando comparadas com as mulheres da população em geral.

A verdade é que para a prevenção ao risco de surdez nesses professores seria preciso usar ferramentas que medissem as condições do ambiente de sala escolar, como aparelhos que fazem a leitura dos níveis de ruído.

Será que a gestão de saúde e segurança do trabalho de professores de educação infantil é uma realidade no Brasil? Mas os danos auditivos podem acontecer, pois o volume e o tempo de exposição ao barulho ocorrem de forma contínua ao longo dos anos de atividade laboral.

Algumas análises de risco sobre a docência apontam outros riscos da função daqueles que trabalham com crianças. A professora Rosângela Valladares, a Ró, diz que não tem nenhum problema de audição. Em compensação, tem problemas nas cordas vocais. Desde 2007, ela ensina no Centro Municipal de Educação Infantil, o CMEI Calabar, em um bairro carente de Salvador, na Bahia. Professora do grupo 2, Ró ensina crianças de um a quatro anos. “Realmente, as crianças são muito barulhentas”, conta. Independentemente da doença ocupacional que os professores de educação infantil possam vir a desenvolver, seja na Suécia ou no Brasil, é importante que consultem com frequência um médico otorrinolaringologista para fazer a prevenção, por meio de avaliações como a audiometria.

Quanto antes houver um diagnóstico, mais tranquilo é o tratamento a ser prescrito. Afinal, qual é o professor que vai tapar a boca de criança de um ano com esparadrapo, não é mesmo?

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

3 Comentários

  1. Nayara Santos

    Se criança pequena faz barulho em sala de aula, imagine os marmanjões que sequer respeitam os professores. Vocês não viram um aluno de 14 anos que espancou o professor? os docentes correm muitos riscos hoje em dia.

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