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Anexo sobre escadas da NR 35: assegurar a proteção de quem sobe para trabalhar

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Anexo Escadas da NR 35 está em consulta pública (Foto Pixabay)

De cada quatro acidentes fatais com quedas, um ocorre com escadas, segundo estatísticas americanas. No Brasil, alguém pensa que a situação poderia ser diferente? É claro que não. Por reconhecer que a utilização de escadas para acesso ou para realizar atividades em altura contribui significativamente aos acidentes com quedas, o Grupo Tripartite de Trabalho (GTT) da Norma Regulamentadora 35, do Ministério do Trabalho, que regulamenta o trabalho em altura, escolheu o anexo do texto que trata de escadas para aperfeiçoá-lo.

Segundo o consultor Fábio Cruz, diretor da HW Treinamentos Brasil, o objetivo do grupo ao normatizar a utilização de escadas individuais é para que se evitem os improvisos e que exista um critério na escolha adequada da escada para determinada atividade, padrão e obediência às normas técnicas na sua construção e procedimentos seguros na sua utilização, transporte e manutenção.

Os itens principais desse anexo são seleção, utilização correta e manutenção, e como todo trabalho em altura deve ser precedido da análise de risco e ser realizado por trabalhador capacitado. O anexo irá ajudar na definição da melhor escada para o acesso ou trabalho de forma segura. Assim, para melhorar os requisitos obrigatórios para a segurança do trabalho frente aos riscos aos quais os empregados que utilizam escada, o anexo está sendo modificado e, até o próximo dia 16 de junho, o Sistema de Consultas Públicas do Ministério do Trabalho estará recebendo sugestões ao texto do Anexo III (Escadas), da Norma Regulamentadora nº 35.

“O anexo estabelece os requisitos de segurança para o uso das escadas individuais como meio de acesso ou posto de trabalho em que o trabalhador esteja posicionado em nível superior a dois metros”, explica Cruz. Ele afirma ainda que estão excluídas desse anexo as escadas de uso coletivo, entendidas como aquelas permanentes ou temporárias utilizadas como meio de circulação por mais de um trabalhador ao mesmo tempo ligando planos de níveis diferentes de uma edificação. “O texto que foi para consulta pública é baseado nas normas ABNT NBR 16308-2, NBR 16308-3 e EN-ISO 14122-4 e, também, foram incluídos aspectos de boas práticas na utilização de escadas”, esclarece. Cruz diz que, na nova minuta em consulta pública, as escadas do tipo marinheiro terão que usar sistemas de proteção contra quedas (leia-se linha de vida vertical, trava quedas retrátil etc.). Cruz faz questão de ressaltar a contribuição inestimável do engenheiro Gianfranco Pampalon para o texto do anexo sobre escadas, que faz parte do GTT da NR 35.

Cruz lembra ainda: “De acordo com a NR 35, todo o trabalho em altura deve envolver o planejamento, a organização e a execução, para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com essa atividade, o que vale também para as atividades com escadas”, assegura. O consultor acredita que os próximos anexos a serem desenvolvidos pelo grupo tripartite deverão ser sobre trabalhos em torres, redes de proteção e, ainda, “pode existir a possibilidade de um anexo para guarda corpos e, quem sabe, no futuro, um anexo exclusivo para capacitação dos trabalhadores e outro para resgate em altura”, antecipa Cruz.

 

3 Comentários

  1. Fabio Luiz Cruz

    Emily parabens pela publicação, apriveito para compartilhar o link para o site do MTE onde é possível baixar o texto completo e fazer as considerações necessárias, peço para que todos o leitores do blog participem e ajudem na divulgação desta consulta pública, que é de extrema importância para todos nós prevencionistas!
    http://consultas-publicas.mte.gov.br/inter/consultas-publicas/exibirnainternet/exibirnormasnainternet.seam?cid=5648

  2. Márcia Leão

    Comecei a ler suas publicações e não estou conseguindo parar. Muito boas! Se todos seguissem essas normas citadas, quantos acidentes seriam evitados!

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