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Analisou perigo e risco? Então, prepara um plano de ação para prevenir tragédias como a de Brumadinho

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Não faltou análise de risco na mineradora da Vale, em Brumadinho. Faltou plano de ação e senso de responsabilidade dos dirigentes (Foto Agência Brasil)

É obvio que todo profissional de segurança do trabalho precisa conhecer os conceitos de perigo, risco e score de risco. Além dessa compreensão, no dia a dia da gestão de SST, ele deve aplicar as medidas de prevenção, que são programadas a partir da identificação do risco feita no ambiente ocupacional. Ou seja, se foram detectados os riscos, seja químico, físico, biológico ou de acidente, parte-se obrigatoriamente para a segunda etapa, que é executar um plano de ação, com vistas a eliminá-los ou neutralizá-los.  Para isso, as principais medidas são orientadas pela engenharia de segurança, que prevê medidas coletivas e, em segunda instância, entrega os equipamentos de proteção individual.

Infelizmente, mesmo em grandes empresas, há negligências explícitas de empresas que avaliam a existência dos riscos, mas não executam um plano de ação imediatamente. Quer um exemplo dessa postura omissa? A mineradora Vale havia feito uma análise de risco da barragem em operação em Brumadinho, em Minas Gerais, tinha ciência de quais eram, o que incluía o rompimento, e não executou um plano de ação que impedisse a tragédia, que resultou em mais de 300 mortos.

O score de risco serve para listar quais as primeiras condutas a serem tomadas, que signifiquem ações preventivas. O setor precisa saber quando as tomará e, inclusive, determinar que as atividades deverão ser interrompidas para realizar as medidas necessárias. Para isso, há dois aspectos preliminares: qual o grau e o potencial de dano desse risco. Se a empresa mantiver o risco por um determinado tempo, qual será a probabilidade de o acidente ocorrer e, ainda mais, qual o potencial de dano, se ocorrer.

O profissional de segurança sabe que há diversas classificações de risco, desde inexistente, improvável, muito baixo, baixo, médio até risco alto. Existem várias tecnologias para chegar à conclusão se é baixo, médio ou alto. Assim como o potencial de danos. Se trabalhadores estiverem expostos a determinado risco, que resulte num acidente, quais danos sofrerão? Há danos que significam pequenas lesões, que não levam à incapacidade, outras com lesões maiores, que levam à incapacidade laborativa e, a pior, que leva à morte.

Analisemos o exemplo de Brumadinho, que tinha equipe de profissionais de segurança, que analisou os riscos, até de rompimento, que segundo foi divulgado pela imprensa, eram baixos, mas com um potencial de danos muito alto. Mas como se sabe, a Vale construiu o setor administrativo e até refeitório da mineradora em área com alto poder de danos, caso acontecesse um acidente.

É, aconteceu!

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

Um Comentário

  1. Jorge Lins

    Emily, tema muito bem abordado. Análise de risco deve vir com um plano de ação. só assim é possível evitar tragédias como a da mineradora Vale

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