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Análise preliminar de risco: ‘livro’ de cabeceira dos trabalhadores

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

A análise de risco é essencial para a gestão de segurança de trabalhadores (Foto Pixabay)

Não vou escrever como se faz uma Análise Preliminar de Risco (APR) para técnico de segurança do trabalho. Quem estudou para isso e é profissional, tem obrigação de saber. Repito que minha proposta neste blog é fazer análises aguçadas sobre segurança ocupacional, sem bolodório. Ou seja, indo direto ao ponto.

Ao entrevistar alguns especialistas em saúde e segurança do trabalho descobri o que impede que as APRs das empresas sejam bem feitas e bem utilizadas: há uma prática indiscriminada no mercado do famigerado método ‘copiar e colar’. Aí, não, caros leitores. Pegar um documento APR de uma empresa em que você já trabalhou, por exemplo, no setor industrial, para aplicar no seu novo emprego, que é de engenharia civil, não dá. Esse encaixe não vai funcionar por razões óbvias. Os processos produtivos e os riscos nas duas atividades são diferentes. As frentes de trabalho e os equipamentos operados numa fábrica são completamente diferentes dos da construtora.

A APR deve ser feita de forma específica e com os trabalhadores que operam seus equipamentos. Outra questão que levanto neste post, é que a APR é um documento ‘vivo’, que não é apenas para atender à legislação de SST, e ser arquivado no final de uma fiscalização. As equipes operacionais devem ter o documento de forma acessível, pois a elas interessam o que constam sobre os riscos. Assim, uma APR bem feita é aquela em que os trabalhadores do ‘chão de fábrica’ participam, detalhando suas funções e os riscos. Nesse documento deve constar, de uma forma muito clara, quais são os perigos da atividade.

É sempre bom buscar a opinião dos trabalhadores para validar o levantamento, inclusive promovendo previamente discussões para que eles falem sobre suas percepções de risco. Concluída, a APR, com certeza, será um documento mais observado e atendido pelas equipes.

Encerro, lembrando que a APR deve ser revisada periodicamente, seja a cada seis meses ou um ano. Por quê? Ora, na construção civil, a cada três meses, as atividades evoluem e mudam completamente. Assim, para o documento não ficar descolado da realidade, deve-se descrever uma nova APR.

Gostou do post? Gostaria de saber mais sobre análise preliminar de risco? Clique neste link, pois fiz um curso da Hazoper, que me ajudou bastante a entender sobre o assunto.

 

 

 

 

4 Comentários

  1. Melero

    Alguns se esquecem que a APR é intrisecamente ligada a Permissão de Trabalho (PT). Imagina liberar uma atividade complexa sem o devido levantamento de riscos! Cabe grande reflexão!

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