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Análise de risco, trabalhador e percepção de risco, tudo junto e misturado

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Análise de riscos é o primeiro passo antes de encarar a jornada de trabalho (Foto Pixabay)

No ambiente de trabalho, a garantia de uma rotina 100% segura aos trabalhadores passa por uma expressão consagrada ao departamento de saúde e segurança do trabalho: análise de riscos.

A análise nada mais é do que a identificação de todos os riscos envolvidos no processo produtivo que possam acarretar acidentes. Os departamentos de SST ou os Serviços Especializados de Engenharia e Medicina do Trabalho (SESMT) das empresas avaliam os riscos para estabelecer os procedimentos de segurança a serem seguidos pelos trabalhadores. Alguns mecanismos preventivos podem ser observados, por exemplo, pelo posicionamento de máquinas, áreas de circulação, sinalização, equipamentos de proteção coletiva (EPC) e equipamentos de proteção individual (EPI).

Há também questões de ergonomia, pausas e rodízios que fazem parte desses procedimentos. Ora, a análise de risco é importante para que a ameaça à integridade do trabalhador possa ser controlada. Na prática, cada setor específico ou unidade produtiva localiza os riscos para que se criem procedimentos bloqueadores. Por exemplo, nas atividades em altura acima de dois metros, a tarefa só deverá ser executada se o trabalhador utilizar o cinto de segurança devidamente ancorado, pois esse EPI o protegerá de uma possível queda.

Já nas atividades com uso de facas, há o risco de cortes. Daí o empregado terá sua segurança garantida com o uso de luvas anticorte. Outro perigo e seu respectivo procedimento é a existência de máquinas que emitem ruídos acima dos limites recomendáveis. Nesse caso, a equipe de SST avaliará a melhor forma de tornar os níveis de ruído dentro dos limites de tolerância, podendo sugerir o enclausuramento dessa fonte de barulho ou trocar o local do equipamento ou atividade. Ou ainda, se for possível, substituir a máquina.

A análise é própria a cada ambiente, tanto que um mesmo processo pode ter riscos diferentes entre uma unidade de produção e outra. Agora, e o trabalhador: qual é seu papel para viver num ambiente laboral com segurança? Simples: cumprindo os procedimentos de segurança. Além disso, há outra expressão de igual valor à análise de risco. Trata-se da percepção de riscos, em que o trabalhador deve estar sensível a perceber as ameaças, interpretá-las e, então, tomar sempre uma atitude segura. Em outras palavras, o trabalhador precisa estar atento às suas atividades e ao ambiente ocupacional. Por exemplo, quando um empregado vai iniciar um trabalho em uma máquina que apresenta qualquer problema ou até mesmo uma peça está solta, ele deve avisar seu supervisor. Nesse caso, agindo proativamente, a equipe de manutenção providenciará o conserto da máquina, antes que essa ocasione uma tragédia. Assim, o trabalhador estará contribuindo para a sua saúde e segurança no seu ambiente de trabalho.

Mas, é claro, ficar atento também significa seguir rigorosamente os procedimentos definidos pela equipe de SST, além de tomar  cuidado com algumas questões que podem interferir na segurança, como a pressa, o improviso, as exceções ou até mesmo deixar de seguir uma orientação por achar que o problema nunca vai acontecer com ele.

Gostou do post? Gostaria de saber mais sobre análise preliminar de risco? Clique neste link, pois fiz um curso da Hazoper, que me ajudou bastante a entender sobre o assunto.

2 Comentários

  1. Valéria Gomes

    Muitas vezes ignoramos o que pode nos trazer consequências ruins. No trabalho, tanto a análise como a percepção de riscos são importantes para nos proteger de acidentes. Excelente artigo.

  2. Jonas Silva

    A análise preliminar de riscos é uma técnica utilizada e de alta eficácia, especialmente pelo envolvimento de diversos profissionais.

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