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Alagoas, no SEMISEG, o que importa é a prevenção

cartaz

Analisando isoladamente o Estado de Alagoas (estarei no SEMISEG, na sexta-feira, 24 de julho), em relação aos acidentes de trabalho, encontrei números preocupantes. Nos quatro primeiros meses de 2015, houve 38 vítimas de acidentes de trabalho, atendidas apenas num serviço de saúde de emergência do Agreste, em Arapiraca. Considerando a subnotificação dos registros, esses números podem ser bem maiores. As ocorrências de acidentes de trabalho em Alagoas, em relação a 2014, aumentaram em 60%. Quando escrevi a Série Cerest, de Arapiraca, relatei que as ações na área da promoção, prevenção, proteção e vigilância em Saúde do Trabalhador são desenvolvidas por uma equipe de 16 profissionais.  São 24 municípios das regiões do Agreste e Sertão cobertos pelo Cerest de Arapiraca.

Vê-se pelas estatísticas que os municípios alagoanos precisam de mais investimentos e políticas públicas. Os trabalhadores rurais das plantações de folha de fumo e usinas de cana de açúcar são as principais vítimas dos acidentes ocupacionais, segundo o Ministério Público do Trabalho de Alagoas. Ainda em Arapiraca, as lesões oculares são as mais frequentes, causadas por centelha de solda e equipamentos. A lesão auditiva também tem atingido os trabalhadores da região, além das intoxicações pela exposição na aplicação de agrotóxicos, sem uso de equipamento de proteção individual. Além de essa realidade ser inaceitável, é preciso diagnosticar precocemente as doenças profissionais, integrando atividades que visem à redução das graves sequelas, oferecendo tratamento e reabilitação aos pacientes portadores de agravos à saúde decorrentes do processo de trabalho.

Vou a Maceió, na próxima sexta-feira, 24, para falar no SEMISEG, Seminário de Segurança do Trabalho – Tecnologia como ferramenta de prevenção, promovido pela DProteção, empresa alagoana que presta serviço em Engenharia de Segurança do Trabalho e Saúde do Trabalhador, e espero dividir com os profissionais do campo da saúde do trabalhador propostas e ideias, que ajudem a mudar a cultura da indiferença quanto aos riscos ocupacionais.

Por Emily Sobral

4 Comentários

  1. Katarina Saldiva

    Emily, desejo-lhe sorte no evento, em Alagoas. É o Nordeste ligado em prevenção de acidentes de trabalho. Sensacional é saber que o Brasil não é o Sul maravilha apenas.

  2. Rosi Alcantara de Oliveira

    Muito legal esse texto, como é bom sabermos que tem pessoas preocupadas com a saúde do nosso trabalhador do campo, nos dê notícias de como foi o evento.
    Grata Rosi

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