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Agentes de trânsito: sol, poluição, chuva, atropelamentos, xingamento e, quer mais? Até morte

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Os agentes de trânsito ou “marronzinhos”, como são conhecidos em função da cor do fardamento usado, são profissionais “odiados” pela população. Eles são o “capeta em figura de gente”, pois, dentro da prerrogativa da atividade, podem aplicar multas aos motoristas infratores. Imaginamos o quanto eles satisfazem-se depois de multar. Parecem que são sádicos. Mas sendo sensata, o motorista brasileiro é folgado mesmo, acostumado a um “jeitinho” para tudo, e no trânsito, desrespeitar as leis é regra, não exceção. Há, claro, os agentes que abusam da autoridade e são arrogantes, tendo uma atuação imprópria. Para não me estender com esta abertura, entro na área de saúde e segurança do trabalho, que é o campo deste blog.

Os agentes de riscos aos quais estão expostos os agentes de trânsitos não são apenas trocadilhos produzidos pela verve. Trabalhar a céu aberto, no trânsito infernal, no calor do verão tropical, inalar poluentes agressivos provenientes da gasolina, ou mesmo ser atropelado, não faz da profissão a mais invejada do mundo. A frota da capital paulista, segundo o último dado oficial do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), chega a 7,98 milhões de veículos (já deve ser bem mais). Faça as contas e encontre o número de quantos veículos devem ser fiscalizados por agente. Os profissionais trabalham com o público motorizado, o que não é nada fácil, sob sol ou chuva, e muita polução sonora e ambiental, além das vibrações dos carros. São agentes agressivos que podem trazer muitos males à saúde, além de riscos de acidentes de trabalho. Há ainda um fator altamente desfavorável, voltando à abertura deste post, que são as ameaças sofridas pelos motoristas. Não é brincadeira o mal que isso pode provocar, causando transtornos mentais aos trabalhadores do trânsito. O trânsito hoje é um “campo de batalha”, e o agente está cercado por “inimigos”. Não sei como os departamentos municipais e estaduais gerenciam a saúde ocupacional, pois não conversei com nenhum porta-voz, mas que é imprescindível que haja prevenção com as equipes, não há a menor dúvida. Devido às ameaças, a categoria reivindica o uso de arma para trabalhar diariamente, pois vive exposta à violência. De fato, as estatísticas apontam para casos de agentes que foram baleados por motoristas inconformados pelas multas recebidas. Há, inclusive, quem queira incluir a categoria de agentes de trânsito e transportes entre as atividades consideradas periculosas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A questão legal é importante, mas a prevenção é muito mais.

Resolver os riscos da violência física sofrida pelos agentes é um problema complexo para o poder público. O marronzinho precisaria usar colete a prova de bala, o que não faz parte dos planos de segurança ocupacional dos departamentos de trânsito do País.

Proteção para o uniforme dos “marronzinhos”

Já a proteção contra o calor e sol pode ser facilmente solucionada por meio da tecnologia dos tecidos para uniforme existentes hoje em dia.

Os tecidos tratados com substâncias inibidoras dos raios solares protegem os trabalhadores dos danos à sua exposição. No Brasil, há fabricantes apostando na conduta responsável das empresas, que investem em uniforme com tecidos tratados com substâncias inibidoras dos raios solares, como a linha Coldblack, da Santista WorkSolution, que reduz sua absorção em cores escuras e promove melhor gerenciamento térmico. O produto diminui a temperatura em até 5 ºC e minimiza o desconforto causado pelo calor. O tecido é ideal para uniformes utilizados por trabalhadores que ficam expostos ao sol durante longos períodos do dia, como é o caso dos agentes de trânsito. Essa é, sem dúvida, uma inovação contra o desconforto térmico. É uma proteção e uma defesa adicional ao agente de trânsito acessível no mercado. Investir no trabalhador nunca é custo, é retorno

7 Comentários

  1. Eduardo Villas Siqueira

    Desculpa, Emily, mas eu quero mais é que esses marronzinhos se esfolem! Eles são uns inúteis! Meros instrumentos da máquina de fazer multas para sugar nosso dinheiro. Eles deveriam ter vergonha do trabalho sujo que fazem.

    1. E silva

      Pessoas como vcs que fazem do Brasil essa mera que nos encontramos… Em outros países os agentes de trânsito são bem vistos e respeitados.Eles lutam por um trânsito melhor e mais seguro…

  2. Elvira Santos

    Concordo com o Eduardo. Não estou nem ai para os riscos que esses marronzinhos nojentos correm. Eles que procurem uma ocupação digna.

  3. Geraldo Gomes Antunes

    Os agentes de transito merecem respeito mesmo que a gente não gosta de levar multa. Eles são trabalhadores honestos

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