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Afastamento de trabalhadores precisa ser reduzido. Sim, é possível

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

As empresas privadas são obrigadas a atender as Normas Regulamentadoras (NR), relativas à segurança e medicina do trabalho. Os Programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) também fazem parte desse pacote de obrigações legais no campo de SST. As ocupações profissionais desenvolvidas em qualquer setor oferecem riscos distintos e precisam de prevenção. A depender do número de empregados, a empresa mantém internamente sua equipe de serviço especializado de engenharia e medicina do trabalho (SESMT), que tem entre suas atribuições fazer a análise de riscos ambientais e estabelecer padrões de segurança aceitáveis, implantados no dia a dia. O custo das ações deve ser financiado pela empresa. Em que pese a rigidez da legislação em SST, com exigências sobre o combate a acidentes e doenças do trabalho, entre 2013 e 2014, 600 mil trabalhadores receberam auxílio-doença por acidentes de trabalho no País, segundo o Ministério da Previdência Social.

Por suportar esse absenteísmo (trabalhadores afastados), a indústria, por meio do Serviço Social da Indústria (SESI), resolveu correr contra os danos de aumento de custo (cada trabalhador afastado precisa ser substituído) e queda na produtividade, lançando o Programa de Gestão do Absenteísmo.

Trata-se de oferecer aos associados do SESI um programa de consultoria em cinco etapas, que possibilita ajudar na gestão de pessoas, além de propor soluções que reduzam o absenteísmo. O programa no âmbito da promoção de saúde e da segurança do trabalho pode ser capaz de reduzir a ausência do trabalhador, e a indústria ser mais produtiva com empregados saudáveis.

Etapas do programa:

Avaliação para diagnóstico para conhecer a situação atual da empresa. Feita isso, identificam-se quais serviços podem ser ativados; gestão de afastamentos é a etapa  da análise da política da empresa e avaliação médica especializada; gestão de nexos previdenciários, para assessorar a indústria com os tipos de recursos previdenciários cabíveis no INSS (busca-se evitar custos adicionais com o Fator Acidentário de Prevenção, com a prevenção do enquadramento automático de benefícios acidentários indevidos); gestão do FAP, que é a orientação para a análise econômica e financeira dos acidentes e afastamentos, visando identificar possibilidades de redução desse imposto e o apontamento dos investimentos necessários que possam melhorar os resultados empresariais; e o gerenciamento Epidemiológico dos Afastamentos, que é o estudo descritivo para conhecer e entender o afastamento de curto e longo prazo, por meio do mapeamento das causas e outras características do absenteísmo, tornando possível o planejamento  de ações que promovam  a redução dos afastamentos. É possível não achar justo o programa do SESI?

2 Comentários

  1. Allan Vagner Loureiro Cavalcante

    Muito bom o tema apresentado Emily, temos observado como este assunto é muito pouco trabalhado pelas empresas.A proposta do SESI vem em boa hora e estimula a todos os profissionais envolvidos diretamente ou indiretamente , a discutir o assunto e por em prática planos de ação.Parabéns!

  2. Katarina Saldiva

    muitas empresas sofrem com os afastamentos, ainda mais em época de crise. mas trabalhadores acidentados não têm culpa. a questão é por em prática planos de ação.

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