• Vakinha
    Vakinha
  • Portal PatiSeg
    Portal PatiSeg

Acidentes com movimentação de cargas resultam de falta de planejamento e fragilidade na supervisão

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Seguir a norma evita acidentes com movimentação de cargas (Foto Pixabay)

Insisto que, a maioria das empresas que utiliza em seus processos produtivos equipamentos e transportadores de cargas, deva ter a norma regulamentadora 11 (NR11), não só na ponta da língua, como muito bem aplicada. Por quê? Para evitar acidentes graves, ora! A NR 11 trata do transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais, e é regulamentada pelo Ministério do Trabalho.

Os equipamentos utilizados devem ser calculados e construídos de maneira a oferecer segurança aos trabalhadores e operadores. Logicamente, isso só é possível quando conservados e em perfeitas condições. Quer um exemplo? Não se pode fazer uma tralha (equipamento que se parece com uma trave de goleiros, só que com rodinhas) soldando suas partes metálicas de forma aleatória. O setor de manutenção ou empresa terceirizada responsável por essas atividades precisa cumprir critérios estabelecidos pela norma.  É preciso haver um projeto do equipamento, saber qual será sua resistência e ter expressada qual é a carga máxima permitida. Isso é básico, não é?

Por que escrevo hoje sobre a NR 11? Porque essas atividades abrangem diversos riscos. O processo envolve a carga, o equipamento de transporte e o operador. Quando ocorre um acidente com a movimentação de cargas, normalmente surgem problemas secundários, como paralizações internas, interdição do local e até questões ambientais. Agora, o pior mesmo é afetar a integridade física do operador. A falta de planejamento e a negligência da supervisão contribuem para o acidente com equipamentos de transporte de cargas. A atividade com uma empilhadeira ou uma ponte rolante, por exemplo, exige que se dê atenção especial às condições dos cabos de aço, cordas, correntes, roldanas e ganchos, que devem ser inspecionados permanentemente e substituídas suas partes defeituosas.

Quem já viu um teste de tração de metal sabe que, se esticar demais, este vai deformar, diminuindo sua resistência. Uma corrente é produzida com metal, e à medida que os elos vão deformando-se,  perdem a resistência, precisando de conserto.  E se houver uma deformação superior a 5%, a ordem é que o equipamento seja substituído, pois ninguém vai esperar que se rompa e machuque um trabalhador. A NR 11 também orienta quanto à capacitação dos operadores. No equipamento de transporte com força motriz própria, o operador deve receber treinamento específico dado pela empresa para habilitá-lo nessa função. Por exemplo, uma ponte rolante para carregar carga, se for mal manuseada pode matar alguém. E operadores de transportes motorizados só poderão dirigir se forem habilitados e, durante o trabalho, portarem o cartão de identificação com nome e fotografia em lugar visível.

Nunca, para a segurança dos operadores, as empresas podem esquecer os requisitos da NR 11.

 

Um Comentário

  1. Hernani Freitas

    Falta de planejamento e negligência da supervisão são dois pecados na segurança de movimentação de cargas por equipamentos. é preciso alertar e informar. parabéns.

Deixe uma resposta



This blog is kept spam free by WP-SpamFree.