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A nova NR 17 vai ter fácil aplicação?

Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Ergonomia vai além de mobiliário (Foto Pixabay)

Reconheço que a norma regulamentadora 17, que trata da ergonomia no local de trabalho, que também está sendo atualizada, é uma das mais polêmicas.

Imagine uma empresa ter que fazer uma análise ergonômica com a devida clareza, enfocando sobre um problema específico em seu ambiente laboral, para oferecer mudanças e solução adequadas. É importante, primeiramente, objetividade aos requisitos da norma e, sobretudo, profissional capacitado para propor as mudanças em prol da saúde física e mental das equipes de trabalhadores.

Na teoria tudo é lindo, pois a ergonomia sugere adaptar o trabalho ao trabalhador. No processo de revisão, buscou-se “estabelecer as diretrizes e os requisitos que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente”.

É emocionante como, num papel, tudo parece fácil. Por exemplo, numa indústria de confecção, até um empresário tosco reconhece que não vai poder colocar seus costureiros sentados num banquinho com quatro pés apenas. Sim, por meio da análise ergonômica, um patrão decente vai investir num tipo de cadeira adequada ao trabalho de costureiro, o que nesse caso não é tão complexo. Mas, no caso de setor mais difícil, sem a orientação de um bom ergonomista, fica difícil o cumprimento dos requisitos da NR 17, não é mesmo?

Tipos de setores produtivos que demandam adaptação às características psicosiológicas dos trabalhadores, com planos de ação específicos, não é qualquer um que sabe ‘arrumar’ o melhor ambiente ao empregado. Sem contar que tudo isso requer investimentos vultosos.

Em relação à NR 17, considero que a Análise Ergonômica do Trabalho – AET imposta pela norma deve sempre levar em conta que se encontre a melhor solução a ser adotada. As adaptações no ambiente de trabalho que sejam caras e não levem a um resultado eficaz devem ser descartadas. Torçamos para que a nova NR 17 seja clara, factível e sem bolodório.

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