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A maioria dos jogadores de futebol vive sem riqueza e luxo, é o que mostra pesquisa. Saúde e segurança no trabalho, aí nem se fala

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Jogadores de futebol “pobres”: a grande maioria (Foto Agência Brasil)

Vou repercutir um levantamento recém-concluído pela Federação Internacional dos Futebolistas Profissionais (FIFPro), em âmbito mundial sobre a real situação dos jogadores de futebol.

Assim, ajudo a derrubar um mito construído em torno do futebol, de que se fica rico e famoso com o esporte predileto dos brasileiros. Ora, até é possível atingir o ápice financeiro, como é o caso de Neymar, para ficar no exemplo de um jogador que ainda está na crista da onda. Agora, quando falamos em categoria profissional, abrangendo a grande maioria, a situação não é só de glória e felicidade.

O Relatório Global de Emprego da FIFPro entrevistou quase 14 mil atletas no mundo que responderem a 23 perguntas. Os dados referentes ao Brasil foram coletados a partir de uma pesquisa inicial com cerca de 105 jogadores profissionais espalhados por clubes de todo o País. O relatório abordou temas como salários, contratos, transferências, treinamento, violência, segurança no trabalho, saúde, bem-estar e educação. Segundo a conclusão do estudo, 83,3% dos atletas ganham menos de US$ 1 mil (R$ 3,5 mil) por mês. Muitos deles dividem seu tempo entre o futebol e outros empregos para complementar a renda. Apenas 1,1% dos jogadores profissionais do Brasil recebem um salário maior que R$ 50 mil.

Um dado da pesquisa que atinge o lado emocional é a instabilidade, que, inclusive, é uma marca dos atletas de futebol no Brasil. Os nossos jogadores são os que têm em média os contratos mais curtos, de apenas 11 meses. E 47% deles sequer têm uma cópia de seu contrato de trabalho. A grande maioria dos jogadores de futebol no Brasil vive uma situação de vulnerabilidade, recebendo baixos salários e sofrendo até ameaças. Ambientes de trabalho que prezam a saúde e a segurança? Só mesmo os clubes nacionais que mantêm centros de treinamentos preparados para dar todo o suporte físico, nutricional e emocional aos jogadores. Logo, quem tem filho pequeno sonhando em ser jogador de futebol, tenho uma sugestão: faça-o amar os estudos. #prontosugeri.

6 Comentários

  1. Sinval Almeida

    O Ministério Público deveria chegar junto nos clubes de futebol. Há muita irregularidade, especialmente envolvendo a segurança e saúde dos atletas.

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