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Violência gera adoecimento no trabalho

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Impactos da violência sobre o trabalhador (Foto Pixabay)

O adoecimento no trabalho deriva de vários fatores, geralmente, em função dos riscos físicos e químicos, por exemplo, como calor, frio, vibração, ruído e radiação, quando não são monitorados pelas empresas. Por isso, todo ambiente de trabalho precisa de ações de prevenção contra doenças, não é? Mas quando o fator de adoecimento dos empregados está fora das instalações da empresa, como é o caso da violência urbana, o que fazer?

Segundo a psicóloga da Fundacentro, Daniela Sanches Tavares, a violência urbana impacta na saúde física e mental das pessoas. Porém, no caso dos trabalhadores que moram longe dos empregos ou que transitam em horários inconvenientes pela cidade, como é o caso de garçons, atendentes de telemarketing, metroviários, policiais, bombeiros, entre outros, a vulnerabilidade é bem maior. As profissões como policiais, agentes de segurança, de empresas de transporte de valores e de penitenciárias são bem mais suscetíveis a atraírem criminosos, podendo ser atacadas durante o itinerário de casa para o trabalho, e vice-versa. Haja emoção que destrói o equilíbrio emocional de qualquer um. A análise da psicóloga é pertinente, pois quando o ‘agente’ desestabilizador ao adoecimento depende dos agentes públicos, a situação é ainda mais preocupante.

Segundo ela, quando trabalhadores são vítimas da violência, as instituições públicas e das empresas devem dar assistência para que o impacto sobre a saúde seja contido. A questão é complexa, já que vários elementos podem agravar ou atenuar esse efeito. As condições de trabalho interferem nesse contexto em que os trabalhadores executam suas atividades, a presença de respaldo institucional dos locais onde laboram na ocorrência do evento violento e nas inúmeras situações de conflito no cotidiano.

A psicóloga lembra um ponto bastante importante que é o transtorno do stress pós-traumático, que, por vezes, relaciona-se às situações de conflito tanto no trabalho quanto com o perigo de violência no trabalho. Logicamente, o risco de adoecer não se dá apenas pela ocorrência de um evento violento, mas pelo convívio diário com situações conflituosas, de ser atacado.

Daniela exemplifica a situação de um segurança privado, que transporta altos valores, convivendo diariamente com a ameça de ser assaltado ou assassinado. Outro trabalhador, que atua fazendo a segurança em hospitais públicos e orientado pacientes e familiares, seres humanos tensos, que estão à beira de um ataque de nervos, que terminam descontando o estresse em cima do profissional. Assim, as violências a qual os trabalhadores estão expostos terminam por desencadear doenças ocupacionais. Sem dúvida, os trabalhadores vítimas de todos os tipos de violência precisam receber atenção, primeiramente, para não desenvolverem patologias, e, em seguida, para entenderem que sua atividade laboral, além de ser sua fonte de subsistência, deve ser uma oportunidade de realização profissional.

 

3 Comentários

  1. Vanessa Carvalho

    Realmente, a violência a qual estamos expostos no dia a dia reflete em nossa saúde física e mental. Se formos ver, os conflitos no trabalhos são pequenos em comparação com a violência das ruas.

  2. Felipe Mendes

    Parabéns a Emily a psicóloga pelo tema abordado. Quem trabalha longe de casa é um fardo a mais, pois está mais vulnerável às tragédias violentas.

  3. Melero

    Mediante a estes fatos muito bem expostos no texto, observa-se a urgência de medidas efetivas no resgate da dignidade destes trabalhadores. Muito mais do que foi feito na CLT 193 e NR-16 do M.T.E.

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