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Riscos aos frentistas precisam ser prevenidos

Por Emily Sobral

No início do ano, o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) emitiu Notificação Recomendatória aos proprietários de postos de combustíveis da capital. A comunicação sugere aos donos dos estabelecimentos adotarem medidas para garantir o cumprimento das normas de saúde e segurança no trabalho. O documento recomenda que os empresários orientem os funcionários sobre os riscos de exposição ao benzeno e medidas que devem ser adotadas em caso de contato com a substância. Assim como o Rio de Janeiro, várias seções de MPT do País têm como alvo o setor de postos de combustíveis, especialmente com relação aos riscos ocupacionais aos quais estão expostos os trabalhadores. “Os frentistas estão sujeitos à contaminação pelo benzeno e outros derivados do petróleo/gasolina, fora outros fatores como estresse por jornadas prolongadas e riscos de acidentes”, afirma Fernanda Giannasi, engenheira do trabalho e ex-fiscal do MTE.

A convivência direta com os combustíveis (gasolina, álcool e diesel) expõe os trabalhadores a agentes cancerígenos. Para prevenir a contaminação, faz-se necessário que as bombas tenham dispositivos de proteção para evitar a saída de vapores durante o abastecimento. Além disso, os estabelecimentos devem fazer avaliações ambientais, com equipamentos aferidos e calibrados, para conhecer o nível de exposição e os riscos iminentes à saúde do frentista. É necessário ainda que os proprietários providenciem um Programa de Prevenção a Riscos Ambientais. Os trabalhadores também devem ser submetidos a exames médicos rigorosos para identificar quaisquer desvios que possam requerer um controle efetivo.

O maior problema é a presença dos hidrocarbonetos em meio aos profissionais em postos de combustíveis, uma vez que estudos indicam a correlação entre o composto químico e os cânceres escrotal e de pele. E uma pesquisa realizada em seis estados brasileiros, incluindo o Rio de Janeiro, com metade dos frentistas dessas localidades, revelou altos índices de doenças renais e auditivas, lesões de pele, dores de cabeça, entre outras.

Entre as recomendações aos proprietários, está que o empregador deve fornecer Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) – como calçado de couro ou bota, uniforme completo, luva ou creme de proteção para as mãos – além de exigir sua utilização pelos frentistas.

8 Comentários

  1. Diêgo Medeiros

    Sou frentista,e esse trabalho está me matando,extresse,horas prolongadas em pé,cansaço extremo.Estão acabando com minha vida!!!!!!
    Moro no Ceará,lugar onde os patrões sabe que o empregado não tem outra opção de trabalho e exploram de toda forma!
    “Deus tenha piedade de todos nós!”

  2. Jones

    Na realidade, as empresas só pensam em lucrar,não estão nenhum pouco preocupadas Com a saúde de ninguém, até que haja uma rigorosa, fiscalização.

  3. SERGIO ROBERTO FREITAS DE CARVALHO

    Olá,
    Eu trabalho com documentos de veiculos genérico, mesmo sem procedencia, tenho um esquema na delegacia, consigo Liberar qualquer coisa, inclusive sem pagar multas.
    Tenho carros sem documentos, somente para rodar.
    Com GARANTIA
    SERGIO ROBERTO FREITAS DE CARVALHO
    pode consultar meu documento CPF 292.879.008-09 – Nasc 09/03/1979 veja que não tenho problemas.

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