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Queremos professores com saúde e segurança do trabalho

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Os professores precisam de respeito e saúde (José Cruz/Agência Brasil)

“A carreira de professor só não é melhor porque os alunos existem”. A frase é anônima, e escutei entre amigos professores e, é claro, trata-se de uma piada do tipo de humor politicamente incorreto. Desculpem-me os mestres que não gostam da gozação, mas quando vejo os meninos e adolescentes mal-educados de hoje, que vão para a sala de aula para serem educados por esses pobres profissionais, o escárnio da frase que abre este post mostra-se aceitável.

A tal falta de valorização dos professores de uma carreira que perdeu prestígio ao longo do tempo reflete um pacote de maldades para com eles, como a baixa remuneração e os desafios atuais do magistério, como, por exemplo, receberem em suas classes os alunos sem as noções básicas de educação doméstica. Quem nunca leu notícias de alunos que desrespeitam os professores, chegando ao ponto de partir para a agressão física?

Chego, então, à questão central deste blog, que trata de saúde e segurança do trabalho.  O 15 de outubro, que comemora o dia dos professores, este ano foi tema de eventos em instituições como a Fundacentro, que abriram para o debate sobre as condições de trabalho desses profissionais. O “3º Seminário Trabalho e Saúde dos Professores: Realidades do Cotidiano Docente” promoveu uma reflexão sobre os fatores de risco relacionados à saúde e ao ambiente de trabalho dos educadores, além de identificar medidas para melhorar essa conjuntura.

Segundo estatísticas oficiais, a saúde mental e os distúrbios de voz são os maiores problemas de adoecimento que provocam o afastamento dos docentes no País. De acordo com o coordenador do seminário, Jefferson Peixoto da Silva, “já há um grande volume de estudos que constatam problemas nas condições de trabalho e saúde dos professores, mas não temos identificado medidas de intervenção orientadas a melhorar essa situação”, afirmou. O cotidiano dos educadores precisa de atenção por parte do governo, para que os riscos ocupacionais sejam adequadamente prevenidos. A questão da violência na escola, vitimando os professores precisa urgentemente ser levada a sério.

Uma sociedade doente e maltratada pelos políticos corruptos que desviam recursos da educação provoca, sem dúvida, o adoecimento desses profissionais, que antigamente tratava-se de uma carreira tão nobre e promissora. Hoje, sem hipocrisia, “sem os alunos na classe”, pelos menos a saúde mental deles estaria em melhores condições.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

3 Comentários

  1. Maria Lúcia Rodrigues Cruz

    A piada é politicamente incorreta, mas é muito pertinente, Emily. Ela reflete a dura realidade, infelizmente.

  2. Emily

    Caíque, calma, você está muito mal humorado, nem imagino quais são suas escolhas ideológicas. Aqui, nosso assunto em SST, mas com ironia e humor, porque o politicamente correto é muito chato. abração!

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