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Professores são primordiais à sociedade, com saúde e dentro das salas

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

A saúde do professor precisa ser preservada (Foto Pixabay)

Sem educação não há solução. Infelizmente, no Brasil, a frase é mais um mantra proferido, que se repete, mas não chega à prática.

Também, vejamos, há tantos problemas diretos e indiretos, que a solução parece quase inatingível. Vou ao ponto: para que se ofereça educação de qualidade é preciso que haja professores capacitados e saudáveis, física e emocionalmente. Porém, o que há no País? Analiso um dado recentemente divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que faz a fiscalização das secretarias de Educação, em que, em média, cada professor do ensino público do Estado registra 30 dias de ausências em um ano. Os números são de 2015. Motivo para os afastamentos: licenças médicas, que representam 60% dos dias na rede estadual e na rede municipal da capital paulista.

As ausências equivalem a 15% do total de 200 dias letivos obrigados a cumprir pela legislação. Ora, o absenteísmo dos professores é indício de que a organização do trabalho no magistério tem falhas.

Sei que há muito professor indolente que pensa: “ganho pouco, então trabalho pouco”, há isso é real. Mas, ainda, aposto que ninguém quer ficar doente e improdutivo. A desvalorização do professor é algo mais nocivo, tanto para o próprio como à sociedade. E uma coisa puxa a outra. Dois em cada dez docentes de São Paulo, por exemplo, dão aulas em mais de uma escola. Não raro, trabalham em redes diferentes. Isso, consequentemente, gera desgaste e doenças.

O sentimento de derrotismo leva ao adoecimento físico e mental. Segundo pesquisadores da Fundacentro, os afastamentos dos docentes estão relacionados aos transtornos mentais, o que inclui a síndrome de Burnout, problemas cardiológicos e circulatórios, distúrbios da fala e voz e lesões por esforço repetitivo.

Há ainda acidentes e doenças do aparelho digestivo, além de problemas respiratórios. Os principais agentes de risco são o estresse, o excessivo uso da voz, o ruído, os movimentos repetitivos e o pó de giz. Finalizo: ações de saúde para reverter esse quadro precisam ser tomadas urgentemente, sob risco de enterrarmos de vez a chance de termos uma sociedade educada e desenvolvida.

 

6 Comentários

  1. Rosane Vieira

    Os professores sofrem e ficam doentes porque não é interesse do governo de privilegiar a educação. tudo está uma merda…

  2. Maria do Carmo

    O desprezo pela educação é geral. O governo não disponibiliza meios para um trabalho eficiente e a indiferença que parte dos alunos atinge o emocional do professor, reflete diretamente na autoestima, tendo como consequência o desestímulo, problemas emocionais e físicos, gerando uma saúde comprometida.

  3. Leandro

    Como retratou o grande filósofo do pensamento moderno, Immanuel Kant: É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.
    Devemos assegurar a saúde física e mental de nossos professores, para não colhermos futuramente os frutos desta negligência.

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