• Extingue
    Extingue
  • Instituto Treni
    Instituto Treni
  • Portal PatiSeg
    Portal PatiSeg
  • Santista
    Santista

Número fake sobre acidentes de trabalho finalmente é desfeito por pesquisa

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Há muito mais acidentes de trabalha do que os comunicados ao INSS (Foto Pixabay)

O Brasil é um país sui generis e não tem jeito. Há tempos que o pessoal que cuida da gestão de segurança do trabalho nas empresas conhece um número oficial de acidentes ocupacionais em terra tupiniquim: ocorrem cerca de 700 mil todos os anos, ficando atrás apenas da Indonésia, Índia e da China, segundo a Organização Internacional do Trabalho.

Mas, na real, esse número é fake, e todo mundo também sabe disso. A que me refiro? É a tal da subnotificação dos dados, o que significa informar menos casos de acidentes aos órgãos competentes do que seria verdadeiro, gerando índice abaixo da realidade. Então, hoje vou cravar o novo número, mais compatível com os fatos: o Brasil tem um número quase sete vezes maior, próximo a cinco milhões de trabalhadores que foram acidentados por ano.

Graças a uma pesquisa inédita divulgada recentemente pelo Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul, foi possível descobrir as estatísticas dos infortúnios laborais no País. E constatar que a tragédia é bem maior, o que nos entristece. Por outro lado, apenas conhecendo o tamanho do problema é que se consegue buscar soluções cabíveis. Antes, porém, volto à questão da subnotificação. Os números de acidentes enviados à Previdência Social representam uma parcela tão pequena do total de acidentes, porque apenas uma parcela pequena dos trabalhadores brasileiros é obrigada a notificar ao INSS. Por exemplo, os servidores públicos estatutários, os autônomas, os trabalhadores eventuais e todo o segmento que está na informalidade não são obrigados a informar o acidente ao INSS. Quem não tem vínculo formal não está obrigado a informar sobre o acidente. Por isso, há essa subnotificação e, como consequência, não se trata adequadamente o problema.

Para encerrar, comemoro a pesquisa, não os números, obviamente. Agora não há mais por que escrever 700 mil, mas cinco milhões de trabalhadores acidentados por ano no Brasil. Como resolver o problemão? Investindo em conscientização, treinamento, qualificação e fiscalização. E, claro, em crescimento, pois assim as normas de segurança podem ser cumpridas com o rigor que o problema demanda.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

Um Comentário

Deixe uma resposta

This blog is kept spam free by WP-SpamFree.