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Dor nas costas é ‘figurinha carimbada’ entre as causas de afastamento do trabalho. E isso não pode mudar?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Dor nas costas causa afastamentos (Foto Pixabay)

Entra ano, sai ano, e as dores nas costas continuam bombando entre as doenças que mais causam afastamento do trabalho. Essas dores, em geral, provêm de problemas na coluna e estão relacionadas às más condições ergonômicas no trabalho. Dados recentes mostram que as dorsalgias, nome técnico das dores nas costas, no ano passado, atingiram 12.073 trabalhadores, o que significou 6,13% de um total de 196.754 afastamentos pela Previdência Social. Esses casos só ficaram atrás dos afastamentos por fraturas de punho e mão (22.668 ocorrências), de pernas, incluindo tornozelo (16.911), de pé (12.873) e de antebraço (12.327). Nos estados do Acre, Alagoas, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí e Rondônia, entretanto, a dorsalgia é a primeira causa de afastamento, incluindo lesões por acidentes de trabalho.

Enquanto as análises ergonômicas nas empresas não forem corretamente avaliadas, para que o ambiente de trabalho possa ser ajustado às características do corpo humano, a dor nas costas continuará nas primeiras colocações no ranking dos afastamentos ocupacionais. Uma das mais comuns é a dor lombar, que tem origem muscular ou nos ligamentos. Já a dorsalgia por causa das hérnias de disco intervertebral também consta das estatísticas divulgadas. Trabalhadores braçais que laboram com movimentação de cargas são os mais expostos aos riscos desse tipo de patologia. Os dados mostraram ainda que entregadores de correspondências, transporte rodoviário de longas distâncias, fabricação de automóveis, frigoríficos, comércio atacadista de bebidas, coleta de resíduos, construção civil, atividades de atendimento hospitalar e cuidadores são as funções que resultam nas licenças de auxílio-doença.

Se as empresas continuarem não atendendo aos requisitos da Norma Regulamentadora 17, que diz respeito à ergonomia, que especificam como deve ser o ambiente que oferece as melhores condições possíveis, levando em conta itens como o ritmo de trabalho, tempo em que o empregado permanece naquele espaço e conteúdo das tarefas, em 2018, essa patologia relacionada ao trabalho, continuará no quinto lugar do ranking. O Brasil, com sua falta de prevenção que lhe é peculiar, continua cansando os profissionais de segurança.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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