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Com PCA bem feito trabalhador não fica surdo

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

O necessário PCA (Foto PIxabay)

Ninguém fica surdo porque quer nem por conveniência, ainda que certos disparates ditos sejam verdadeiros venenos aos ouvidos. Mas, vamos lá: segundo a Organização Mundial da Saúde, a perda auditiva é a terceira maior causa de doenças ocupacionais do mundo. É uma enfermidade silenciosa que pode ser causada por diferentes agentes, como ruído (o mais óbvio), vibração, calor e substâncias químicas. As consequências são a perda total ou parcial da audição ao longo do tempo.

A surdez ocupacional é um grande problema mundial, que permeia todos os setores da economia, nos mais variados tipos de atividades, desde a mineração, construção civil, indústria mecânica e transportes. Daí a importância de as empresas implementarem o Programa de Conservação Auditiva (PCA) de forma eficiente. Em geral, o PCA mantém um custo elevadíssimo. Imagine uma empresa com quatro mil funcionários, tendo que comprar protetores auditivos para todo o efetivo, além de precisar investir em medidas de controle de engenharia, treinar trabalhadores e fazer avaliação médica de todos. Já que é para gastar, que se gaste eficientemente. Mas, na prática, não é o que ocorre no País.

Por causa dessa realidade, a Fundacentro resolveu produzir um guia com diretrizes e parâmetros mínimos para elaboração, gestão e avaliação de PCAs. De acordo com o chefe de Serviço de Agentes Físicos da Instituição, Irlon de Ângelo da Cunha, um dos organizadores do material, que deverá ser concluído até o final do ano, apesar de o PCA não ser um assunto novo para quem atua na área de prevenção e ser tratado em diferentes normas regulamentadoras, não vem sendo desenvolvido pelas empresas corretamente.

Os PCAs têm sido ineficientes para evitar a progressão de perdas auditivas, o que motivou a criação do guia. “Uma – carência de aspectos importantes que deveriam estar inseridos nesses programas, bem como medidas necessárias para avaliar sua eficácia”, disse Cunha em entrevista ao site do Podprevenir. O guia trará o subsídio aos profissionais sobre as diretrizes e parâmetros mínimos para elaboração e gestão do programa de conservação auditiva. Para ele, o material é destacado para envolver uma equipe multidisciplinar, ou seja, engenheiros de segurança, médicos, fonoaudiólogos, pessoal da administração, entre outros. O guia mostrará como se deve fazer a avaliação das exposições ao ruído, observando todos os outros agentes que possam estar presentes no ambiente de trabalho.

Outro tópico importante é o gerenciamento audiológico e o controle médico que são itens fundamentais que devem estar elencados no PCA. “Fundamental também é a gestão dos equipamentos de proteção auditiva”, diz ele. O especialista da Fundacentro reforça a necessidade de realizar ensaio de vedação nos protetores auditivos. “É extremamente importante que as empresas passem a se preocupar com o ensaio de vedação”, afirma. Isso porque, muitas vezes, protetor auditivo entregue ao trabalhador não cumpre com sua função de proteção, seja por uma questão anatômica ou por colocação inadequada no canal auditivo. O guia abordará também as responsabilidades exigidas de todos os envolvidos no processo de gestão do PCA, além dos procedimentos de avaliação do programa. Por fim, ele cita a importância dos registros das atividades e controles médicos por 20 anos.

Além disso, a avaliação do programa serve para verificar se tem atendido aos requisitos legais, por meio de informações audiológicas e das evoluções das perdas auditivas dos trabalhadores de uma empresa.

 

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