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19 de setembro: cobras e serpentes expõem trabalhadores rurais ao risco de acidente

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

19 de Setembro: dia contra as cobras (Pixabay)

Não vou deixar as cobras pra lá, porque acidentes por picada venenosa matam. Neste post sugiro marcar na agenda o dia 19 de setembro, data que já passou, e, claro, não se tornou viral nas redes sociais, nem como piada ou por alerta de conscientização. Sim, o Dia Internacional de Atenção aos Acidentes Ofídicos, celebrado em 19 de setembro, em todo o mundo, precisava ser publicado neste blog porque abordo os acidentes de trabalho e as consequências pela falta de medidas de prevenção que são obrigatórias pela legislação do País.

Há tanto assunto inútil que faz sucesso no universo digital, que não entendo como o dia 19 de setembro não se tornou galhofa, com as serpentes em suas versões humanas dando seus recados descabidos. Mas, sério, os riscos aos quais estão expostos os trabalhadores do setor do agronegócio são graves e estão presentes diariamente. Uma picada de cobra pode matar uma pessoa ou leva-la à incapacitação laboral pela perda de um membro.

Mais de 95% dos acidentes ofídicos ocorrem nas pernas ou nos braços. No mundo, são as organizações que trabalham em prol da saúde global e da medicina tropical que alertam sobre o enorme, mas ainda pouco reconhecido, impacto das picadas de cobra. É importante lembrar a boa notícia: o Brasil é um dos principais produtores de soros antiofídicos do mundo. Mas a incidência desses acidentes pode ser reduzida com prevenção. Em grandes propriedades rurais, onde os trabalhadores executam suas tarefas, eles precisam ser alertados sobre evitar a proximidade com roedores, principal alimento das cobras. Ratos costumam ficar próximos ao lixo. Deve-se manter em volta da instalação limpeza e asseio, para não atrair roedores e, assim, as cobras. À noite, os cuidados devem ser redobrados, principalmente em matagais onde se costuma haver ofídios, pois as cobras saem à caça.

Os empregados devem receber equipamentos de proteção individual (EPI), com calçados fechados e resistentes, com perneiras ou botas de cano alto. Antes de iniciar as atividades, o trabalhador deve receber informações sobre os riscos e as ações de prevenção, como ficar atento onde pisar ou colocar as mãos para se apoiar; não se aproximar de buracos ou mexer em ocos de árvores sem proteção. Em caso de picada, é importante lavar imediatamente a região com água e sabão; deixar o local da picada em posição confortável; encaminhar a vítima para atendimento médico; e nunca aplicar qualquer tipo de substância (álcool, borra de café, vinagre, urina etc.) no local. Se for possível levar o animal para identificação, melhor.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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