• Santista
    Santista
  • Adix
    Adix
  • Valor Crucial
    Valor Crucial
    banner
  • FISP
    FISP
    banner

NR 15 precisa atualizar-se e rever os limites de tolerância

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Prevenção contra a insalubridade (Foto Pixabay)

Quando é que se devem estabelecer os limites de tolerância contra agentes agressores ao organismo humano em atividades ocupacionais, por exemplo, como substâncias químicas e ruído? O texto que dispõe sobre limite de tolerância, que consta na norma regulamentadora 15 (NR 15), que trata da prevenção nas atividades e operações insalubres, está ‘morrendo’ de velho.  Dá para imaginar que uma lei publicada em 1978 e ainda em vigor precisa de atualização, não é mesmo?

Afinal, de lá para cá muita coisa mudou, e os parâmetros científicos precisam acompanhar essa evolução. As normas avançam à medida que acompanham as mudanças da sociedade. Querem entender? Ir ao encontro de mudanças colocaria o texto da NR 15 muito mais próximo à proteção dos trabalhadores. Primeiramente, vamos lembrar que no contexto de segurança do trabalho, o limite de tolerância é o valor que marca a superfície entre o não prejuízo e o prejuízo, entre aquilo que não faz mal e aquilo que faz. É aquele valor ao qual a maioria dos trabalhadores pode ficar exposta dia após dia, durante toda a sua vida laboral, sem ter efeitos adversos sobre sua saúde. Porém, pela ‘antiguidade’ da NR 15, há vários problemas nos conceitos do limite de tolerância da norma. O primeiro refere-se ao próprio conceito, pois afirma que uma maioria dos trabalhadores não sofrerá danos, quando se sabe hoje que mesmo abaixo desse limite, há trabalhador que pode padecer alguma consequência pelo agente agressivo.

Os valores expressos na norma não condissem com estudos atuais. Inclusive, a obtenção desses valores é feita de forma indireta, por meio de experimentos com agentes em animais e, depois, aplicados aos seres humanos. Exemplo: um determinado grau de substância química é testado em animais, para ver qual é o grau aceitável para estar presente em contato com as pessoas. Pelo empirismo dessa análise, os valores contêm muitos erros. Além disso, há estudos incompletos, em que se faz uma pesquisa com um determinado produto químico, avaliando seu impacto em todos os órgãos do ser humano, sem precisar o aspecto agressivo especificamente sobre o fígado ou mesmo ao sistema nervoso central do trabalhador.

Existe mais um motivo mostrando que o limite de tolerância é falho, quando se refere à vazão respiratória. Ou seja, se o empregado labora num ambiente exercendo uma atividade leve e entra em outro ambiente com atividade mais pesada, vai respirar de forma diferente, o que significa que a entrada do produto químico no organismo ocorrerá diferentemente, provocando danos, mas a norma considera uma vazão única. Outro motivo, quando se trata de agente químico é o fato de não se conseguir um efeito combinado que resulte num valor que esteja abaixo do limite de tolerância. É o caso quando há dois tipos de substâncias diferentes, um deles pode estar abaixo do limite, mas com a presença de mais um, pode agir de forma perigosa e agredir algum órgão do ser humano. Então, é preciso produzir pesquisas que assegurem que o limite de tolerância estabelecido será seguro.

Por último, tratam-se das formas de penetração do agente no organismo, que pode ser por via cutânea ou por via respiratória. Mas, na maioria dos produtos químicos, considera-se o dano causado por via respiratória, quando, na verdade, pode ser absorvido também por via cutânea. A intensidade e a duração da exposição do trabalhador aos agentes insalubres são determinantes para se estabelecer o limite de tolerância que realmente possa proteger o empregado de consequências negativas e futuras sobre sua saúde. Logo, sugiro que seja criada uma comissão tripartite, com membros do governo, empresários e empregados, para a revisão da NR 15.

 

 

Militar do Exército está exposto ao risco durante a missão de segurança no Rio, mas no cotidiano da caserna também é preciso prevenção

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

A intervenção na área da segurança pública no Rio de Janeiro decretada em fevereiro pelo presidente Michel Temer, expediente previsto na Constituição, que está sendo executada por militares das Forças Armadas, já deu muito pano para mangas. Os adversários políticos do presidente levantaram todo tipo de crítica,

Vem aí 2o encontro sobre atmosferas explosivas

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Ao longo dos dois últimos anos, escrevi diversos textos para a categoria de áreas classificadas deste blog, para alertar sobre os riscos de explosão em indústrias. Além de expor às pessoas sobre o tema para que saibam da necessidade de prevenção contra explosão em atmosferas explosivas,

Trabalhador, diga não à hipertensão!

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

O dia de trabalho foi estressante, pois seu chefe o espremeu como um limão para fazer suco? Cuidado, então, com a pressão arterial!

De acordo com dados da Previdência Social, de 2013 a 2017, houve 67.111 afastamentos de trabalhadores por hipertensão no Brasil.

Sem tic tic nervoso!

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Atividades como furar concreto fazem o chão tremer, literalmente. Obviamente, o operário que executa esse tipo de serviço está exposto frequentemente à vibração. Se ela faz o chão tremer, imagine o efeito que causa sobre o corpo humano. Por causar danos à saúde e à segurança dos trabalhadores,

eSocial não cria regras de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho, mas institui o cumprimento legal dessas obrigações trabalhistas

Hoje, sexta-feira, é um excelente dia para tirar folga rsrsrs. Até porque, quem me substitui é Leandro Melero, profissional com grande experiência em saúde ocupacional e higiene do trabalho. Queridos leitores, o texto do Leandro está imperdível Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Por Leandro Melero

Nosso País passa por grandes transformações estruturais,

CLT garante o direito de trabalhador se ausentar do emprego para doar sangue. Programe-se e faça um ato nobre que salva vidas

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Os pacientes que precisam de sangue têm ainda mais a perder quando os estoques estão vazios nos hemocentros dos Estados. No Brasil, menos de 2% da população doa sangue, o que demonstra que essa falta de solidariedade tem um nome: indiferença das pessoas com o sofrimento alheio.

Diretores de empresas agrícolas não têm como alegar ignorância sobre as medidas de segurança contra explosões em silos

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Não há mais como os presidentes de empresas do agronegócio ignorarem a norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) sobre os requisitos de segurança que precisam ser tomados no trabalho em silos. Desde 2015 a norma ABNT / NBR 16.385 está em vigor.

“Jeitinho” em trava quedas é burrice e pode ser fatal

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Os andaimes suspensos estão por todas as obras do País, pois permitem o acesso dos trabalhadores a locais altos e de difícil acesso. Olhando os andaimes das construções brasileiras constata-se que todos os trabalhadores estão usando cinturarão paraquedista e trava quedas conforme exige o Ministério do Trabalho.

Revista íntima nas empresas gera indenizações aos trabalhadores que passam por esse constrangimento

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

A revista íntima imposta a visitantes de presidiários no Brasil é vexatória, há muito contestada por organizações dos direitos humanos. A prática consiste em exigir que as visitas de presos fiquem nuas e agachem-se para inspeções no órgão genital. Já há algumas leis estaduais,